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FPA mobiliza cadeia produtiva para apoiar aumento de etanol na gasolina de 25% para 27,5%

De Brasília - Vinícius Tavares

25 Abr 2014 - 15:40

Foto: Reprodução

Setor produtivo defende mistura maior de etanol a gasolina para superar crise

Setor produtivo defende mistura maior de etanol a gasolina para superar crise

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) manifestou apoio ao pleito da União da Indústria da Cana de Açúcar (Única), que defende o aumento de 25% para 27,5% na adição de etanol à gasolina. A legislação atual permite mistura entre 17% e 25% nos combustíveis.

A proposta tem boa aceitação no Ministério da Agricultura. No entanto, o ministro da Fazenda Guido Mantega nega que o governo esteja cogitando o aumento da mistura. A Indústria automobilística também rechaça ideia e alega que mistura irá reduzir potência dos motores.

O presidente da FPA, deputado federal Luís Carlos Heinze (PP-RS), afirma que o setor faz pressão sobre o governo para a mudança na legislação. Segundo

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“É importante que os produtor rurais participem deste processo, em todos os estados que produzem, as federações de trabalhadores e das indústrias. Esta cadeira tem que fazer pressão porque é um desrespeito com toda esta cadeia importante da economia nacional. Estados produtores de cana no o nordeste, em São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, enfim, todas as regiões estão sentindo os efeitos desta crise”, comentou.

A crise no setor sucroalcooleiro segue preocupante. De acordo com a Unica, pelo menos dez unidades produtoras podem paralisar atividades na safra 2014/2015. Cerca de 30 unidades estão em processo de recuperação judicial e outras em condições financeiras “delicadas”.

A presidente da única, Elizabeth Farina, disse esta semana que o segmento está imerso a uma conjuntura de problemas que partem desde a política macroeconômica em geral, “que não é contra o setor, mas gera efeitos diretos”, diz.

Para Farina, algumas medidas a curto prazo que poderiam ser tomadas para auxiliar na minimização da crise são: “finalizar a implantação das desonerações de PIS e Cofins; facilitação nas exigências de crédito do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico), mudança na concepção dos instrumentos de controle inflacionário e o aumento de etanol na mistura com a gasolina, que viria como um socorro ao setor”, argumenta a presidente.

Segundo a Única, na última safra, o preço pago ao produtor pelo etanol hidratado teve alta, ficou em R$ 1,21 por litro, ante R$ 1,12 por litros pagos em 2012/2013. Já o anidro remunerou R$ 1,37 por litro contra R$ 1,26 por litro, no mesmo período.

Projeções da entidade indicam que, para a safra 2014/2015, 56,44% da cana-de-açúcar processada seja destinada à produção de etanol, um avanço de 1,66 ponto percentual em relação ao registrado na safra 2013/2014.

Houve um aumento de 5% na área plantada, mas a estiagem prejudicou os níveis de produção e a produtividade da cana. Segundo a entidade, o rendimento da área a ser colhida na safra 2014/2015 deve cair em 8% quando comparado a 2013.

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