Olhar Agro & Negócios

Quinta-feira, 15 de abril de 2021

Notícias / Agricultura

FITOSSANIDADE

Mapa deve lançar portaria para o refúgio nas lavouras na próxima safra

Da Redação - Viviane Petroli

23 Mai 2014 - 08:52

Foto: Reprodução

Mapa deve lançar portaria para o refúgio nas lavouras na próxima safra
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) realiza estudos para a elaboração de portaria para áreas de refúgio para as culturas que utilizam a tecnologia BT já para a safra 2014/2015. Segundo o Mistério, a primeira medida a ser tomada é a adoção da recomendação das empresas de biotecnológica quanto ao percentual dessas áreas nas propriedades que chegam a até 20%.

As áreas de refúgio nas lavouras são espaços de plantio convencional que fica ao lado de outro com o cultivo de transgênico. O sistema é muito utilizado na soja e no milho.

Leia também
Mato Grosso deverá colher 9,1% da produção mundial de soja na safra 2014/2015
Produção de milho é elevada em quase 1% devido aumento da área

De acordo com o Mapa, em seu site, outra medida a ser adota na portaria é a criação de grupos de trabalhos com o intuito de avaliar o comportamento da estratégia a ser implantada em 2015. O grupo será composto por pesquisadores do próprio Ministério e da Empresa Brasileira e Pesquisa Agropecuária (Embrapa). “O ministério vai elaborar o texto em parceria com o setor. Queremos que ele esteja em vigor já na próxima safra", declarou o ministro Neri Geller.

A técnica do refúgio no plantio tem como intuito garantir a sensibilidade dos insetos às toxinas do transgênico. A tecnologia BT são plantas que foram geneticamente modificadas que possuem toxinas fatais às pragas.

A delimitação é essencial para que a tecnologia BT não corra o risco de se tornar ineficiente, tendo-se em vista as pragas mais resistentes poderem se desenvolver. “Existe um investimento alto em cima da tecnologia BT que veio agregar produtividade e manejo ao agricultor brasileiro. No entanto, se não for feito o uso racional com a estratégia do refúgio, vamos perdê-la rapidamente. Há estimativas de que com o manejo atual, não estruturado, algumas tecnologias poderão ser perdidas em até três anos", comenta o diretor do Departamento de Sanidade Vegetal do Mapa, Luis Eduardo Rangel.

Comentários no Facebook

Sitevip Internet