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Terça-feira, 16 de julho de 2024

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Novo porto e extensão de ferrovias mudarão cenário do agronegócio em MT dentro de 10 anos

Para Carlos Henrique Fávaro, presidente da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho), a diversificação dos modais de transporte em Mato Grosso é fundamental para sustentar o crescimento econômico da região. “A hidrovia e a ferrovia vão desafogar as estradas da região, os portos do Sul e Sudeste e reduzir exponencialmente o custo do frete.”, garante Fávaro.

Foto: Reprodução / Ilustração

Novo porto e extensão de ferrovias mudarão cenário do agronegócio em MT dentro de 10 anos

Novo porto e extensão de ferrovias mudarão cenário do agronegócio em MT dentro de 10 anos

Dentro de dez anos, segundo estimativas do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a exportação de grãos no estado pode chegar a 20 milhões de toneladas, ampliando a produção para 39 milhões de toneladas ao ano, o que significa acréscimo de 73% e 83%, respectivamente. Dentro deste contexto, o porto de Morrinhos, a 80 quilômetros de Cáceres, e a ampliação da ferrovia Senador Vicente Vuolo (Ferronorte), que ligará Porto Velho (RO) e Santarém (PA) e terá um ramal que cruzará Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, com destino final no Porto de Santos (SP), tem papeis cruciais.


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O novo terminal portuário é fundamental para a logística do estado e para o escoamento em grandes embarcações da produção de grãos, que será feita pela hidrovia Paraguai-Paraná.

A geração de empregos e renda é outro benefício que vem no lastro da concretização do porto. Como referência logística, com o Porto de Morrinhos a hidrovia Paraguai–Paraná será uma alternativa viável ao saturado Porto de Santos, em São Paulo. Considerado o maior da América Latina atualmente, responde sozinho por 58% do escoamento da produção de soja e 69% do milho de Mato Grosso para outros estados do País e exterior.

Já no que diz respeito as ferrovias e sue papel no crescimento econômico do estado, a Ferronorte, em processo avançado de instalação terá capacidade de carregamento de 10.000 toneladas em seis horas.

Ambos os empreendimentos vão aumentar a produtividade das cidades do Centro-Oeste, reduzir o valor dos fretes e otimizar a distribuição da produção agrícola. Vale ressaltar que, comparado aos demais estados, Mato Grosso possui um dos custos mais altos de fretes.

Produtores chegam a desembolsar cerca de U$ 145 por tonelada, para transportar grãos até o porto mais próximo. Segundo o IMEA, a hidrovia Paraguai–Paraná deverá reduzir em 25% esses valores, alavancando a competitividade do estado, tornando-o um dos principais produtores e exportadores de soja, milho e algodão no Brasil.

Para Carlos Henrique Fávaro, presidente da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho), a diversificação dos modais de transporte em Mato Grosso é fundamental para sustentar o crescimento econômico da região. “A hidrovia e a ferrovia vão desafogar as estradas da região, os portos do Sul e Sudeste e reduzir exponencialmente o custo do frete.”, garante Fávaro.
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