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Produtores de MT apontam falta de qualificação como principal problema na contratação de mão de obra

Especial para o Agro Olhar - Thalita Araújo

11 Dez 2013 - 17:00

Foto: Reprodução/Ilustração

Produtores de MT apontam falta de qualificação como principal problema na contratação de mão de obra
A dificuldade em contratar mão de obra para trabalhar no agronegócio mato-grossense tem sido uma queixa constante dos produtores e, muitas vezes, até um empecilho no cumprimento de metas. Levantamento da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) mostra que a maior dificuldade é encontrar pessoas com qualificação para exercer os cargos ofertados.

Através do Circuito Tecnológico, a Aprosoja mapeou que 84% das 388 propriedades rurais entrevistadas no Estado em 2013 mencionaram problemas com mão de obra.

Segundo Nery Ribas, diretor técnico da associação, este problema já foi encontrado em 2011, crescendo em 2012 e agravando-se ainda mais este ano.

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De acordo com os números divulgados pela Aprosoja, 58% dos entrevistados apontaram a falta de qualificação como principal problema na hora de contratar pessoal.

Outros 24% relataram como problema a indisponibilidade de mão de obra. E 20% queixaram-se da alta rotatividade de funcionários na atividade. Alguns apontaram mais de um desses problemas simultaneamente.

A melhoria no rendimento do trabalho, segundo os produtores entrevistados, é 70% maior quando os funcionários participam de treinamentos de qualificação, e há um ganho de produtividade na empresa de até 50%.

“Essa melhora no trabalho desenvolvido é uma das principais formas de diminuir os custos de produção, pois um colaborador bem treinado tem mais trato com os equipamentos, auxilia na manutenção, o que ajuda a prevenir acidentes e altos custos”, observa Nery.

Ainda, segundo os dados do levantamento divulgados pela Aprosoja, os três principais temas de cursos pedidos pelos produtores são máquinas agrícolas, presente em 67% dos pedidos, saúde e segurança do trabalhador, em 51%, e preparo de solo e plantio, com 32%. Segundo Nery, esses devem ser alguns dos focos para as ações do próximo ano.

Neste ano, no mês de agosto, a Bienal dos Negócios da Agricultura – Brasil Central, realizada em Cuiabá, já trouxe como um dos temas principais de discussão o apagão da mãe de obra, chamando a atenção para necessidade de esforços para controlar o problema.

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