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Sábado, 15 de junho de 2019

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Questões indígenas impedem que eclusas no Teles Pires-Tapajós sejam prioridade para Ministério dos Transportes

De Brasília - Vinícius Tavares

03 Abr 2014 - 08:03

Foto: Reprodução

Solução para hidrovias esbarra em questões indígenas e ambientais

Solução para hidrovias esbarra em questões indígenas e ambientais

A construção de eclusas nas barragens de rios onde estão sendo construídas usinas hidrelétricas em Mato Grosso não é prioritária, neste momento, para o Ministério dos Transportes. A avaliação é do diretor do Departamento de Programa de Transportes Aquaviários do Ministério, Luziel Reginaldo de Souza, que aponta questões indígenas e ambientais como os maiores entraves para investimentos federais.

Ele foi um dos palestrantes de audiência pública, nesta quarta-feira (2) da Comissão Especial da Câmara Federal para discutir o projeto de lei 5.335/20089, do Senado, que trata dos dispositivos para transposição hidroviária de níveis.

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Segundo ele, no caso da usina Teles Pires, há uma série de questões indígenas que precisam ser resolvidas antes que investimentos bilionários sejam feitos pelo governo.

“Corremos o risco de transformar estas eclusas em elefantes brancos, sem utilização, porque há uma série de empecilhos a serem resolvidos na questão indígena. Hoje a prioridade absoluta é construir eclusas em barragens onde não há estas questões”, sustentou.

O deputado federal Roberto Dorner (PSD-MT) fez um apelo para que o governo federal inclua nos projetos de construção e hidrelétricas a construção de eclusas nas barragens de rios para viabilizar a navegabilidade.

Segundo ele, a construção de eclusas após barragens encarece empreendimento em cinco vezes. Para o parlamentar, a falta de medidas para garantir a navegabilidade é motivo de grande preocupação no setor produtivo.

“Cinco barragens estão sendo construídas sem a previsão de eclusas. Sabemos que quando as esclusas são feitas posteriormente, os valores ficam cinco vezes maior. Será que não era conveniente agir preventivamente?”, questionou Dorner.

“Para o norte de Mato Grosso seria muito bom. Nossa região, no rio Tapajós até Sinop, será navegável. Precisamos de eclusas, pois o transporte em Mato Grosso é o mais caro do país”, ressaltou.

Dorner disse que questões indígenas não podem impedir o desenvolvimento do setor produtivo.

"Não pode meia dúzia de índios ditarem as regras. Há a necessidade de construção destas eclusas. Eles não podem segurar o desenviovimento. Precisamos resolver esta questão", finalizou ao final da audiência pública.

2 comentários

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  • Nelson
    03 Abr 2014 às 13:48

    O deputado federal fala de maneira preconceituosa de meia duzia de índios porque é dono de balsas que fazem travessia. Há 23 anos, três balsas operam dia e noite na confluência dos rios Madeira e Abunã, onde o faturamento médio de Roberto Dorner é avaliado em R$ 60 mil por dia ou R$ 21,6 milhões ao ano. Até 1988, o transporte de passageiros, veículos e cargas no local era de responsabilidade do Exército.Conforme o terramagazine O deputado Roberto Dorner , 63 anos, possui quatro outorgas de autorização concedidas pelo governo federal para explorar serviço de transporte de passageiros, veículos e cargas na navegação de travessia em três rodovias federais na Bacia Amazônica. Será que ele legisla em causa própria? Os indígenas não são parte representativa da população brasileira?Será que se os indígenas de uma comunidade afetada recebessem 21 milhões por ano ficariam contra eclusas e navegação nos rios da amazônia?

  • capiau
    03 Abr 2014 às 10:09

    Não pode plantar, terra de índio, não pode fazer eclusa, não pode construir usina.....kkkkkkkkkkkk

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