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Quarta-feira, 01 de abril de 2020

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Recorde de abates de fêmeas em 2013 aumenta preço da vaca parida

A análise é do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada no boletim da bovinocultura desta semana. “Pode-se observar que a elevação dos preços da vaca parida está correlacionada ao maior descarte de fêmeas.”

De Sinop - Alexandre Alves

18 Dez 2013 - 09:12

Foto: Agro Olhar - arquivo

Preço da vaca parida está 12.8% mais caro em 2013, em relação ao ano anterior

Preço da vaca parida está 12.8% mais caro em 2013, em relação ao ano anterior

O aumento de 11% no abate de fêmeas entre janeiro a junho de 2013, em comparação com o mesmo período de 2012, pode ser a explicação para a elevação no preço da vaca parida em 12.8% em Mato Grosso este ano.

A análise é do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada no boletim da bovinocultura desta semana. “Pode-se observar que a elevação dos preços da vaca parida está correlacionada ao maior descarte de fêmeas.”

O Imea explica que, segundo dados de abate do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea), nos 11 meses de 2013 foram enviadas 2,55 milhões de cabeças de fêmeas para abate, número superior à soma de 2012 (2,36 milhões de cabeças).

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Com a restrição de oferta, o pecuarista de corte que planejou repor seu rebanho para 2014, comprando fêmeas mais velhas para utilização na estação de monta, teve que desembolsar R$ 1.226,99 por cabeça em novembro de 2013, valor 12,8% mais alto que em novembro do ano anterior (R$ 1.087,33/cabeça).

Fêmeas novas também estão com preço mais alto. Na primeira semana de dezembro, o valor médio para a vaca de 10.5 arrobas, no Estado, era de R$ 935. A novilha de 18 meses foi negociada em R$ 729, de 12 meses a R$ 578 e, bezerra de oito meses, a R$ 497.

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