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Quinta-feira, 09 de dezembro de 2021

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SEM VERBA

Senadores denunciam que dinheiro para o crédito rural ‘sumiu’ dos bancos

Foto: Alexandre Alves - Olhar Direto

Produtores reclamam que os bancos não estão liberando dinheiro para o custeio do plantio

Produtores reclamam que os bancos não estão liberando dinheiro para o custeio do plantio

Parlamentares da Comissão de Agricultura do Senado Federal afirmaram, durante reunião nesta quinta-feira (10), que a crise já está dificultando a liberação do crédito rural. De acordo com integrantes da comissão, a situação econômica afeta financiamentos em bancos públicos e privados.

O senador Waldemir Moka (PMDB/MS) suspeita que os gerentes das instituições financeiras estão “selecionando clientes” para liberação de dinheiro. “Os gerentes acabam direcionando os empréstimos para os clientes de menor risco, e para aqueles que mais precisam são exigidas garantias que o produtor não tem, inviabilizando o acesso ao crédito”.

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Já o senador Alcir Gurgacz (PDT/RO) acredita que os bancos estão diminuindo os empréstimos no varejo para garantir os programas sociais do governo federal. “Os bancos públicos, como Caixa e Banco do Brasil, estão investindo o dinheiro do governo, no próprio governo”, disse.

A senadora Ana Amélia (PP/RS), que presidiu a comissão de agricultura do Senado nesta quinta-feira, criticou a necessidade de ‘reciprocidade’ que os bancos estão cobrando do produtor rural para liberarem os créditos, obrigando-os a aderirem a serviços ofertados. “O agricultor está contratando R$ 100 de empréstimo, mas está levando para casa apenas R$ 60 ou R$ 65, pois a outra parte fica no próprio banco, em forma de contratação de seguro ou outro tipo de produto vendido pela instituição financeira”.

No mês de junho, o governo federal anunciou que o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2015/2016 teria R$ 187,7 bilhões para financiamento e custeio. O volume de recursos, conforme o Ministério da Agricultura, é 20% superior ao registrado no último ciclo, que fora de R$ 156 bi.

Do volume de recursos, R$ 149,5 bi foram reservados para custeio e comercialização e R$ 38,2 bi para investimento. Do total, R$ 96,5 bi serão a juros subsidiados. O Pronamp disponibilizará R$ 18,2 bi. No entanto, o incremento da verba chegou acompanhado com aumento significativo nos juros.
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