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CONTRA CORTE DE 30%

Setores do Sistema S terão encontros bimestrais com bancada federal de Mato Grosso

Da Redação - Viviane Petroli

26 Out 2015 - 17:16

Foto: Fecomércio-MT

Setores do Sistema S terão encontros bimestrais com bancada federal de Mato Grosso
O Sistema S em Mato Grosso terá uma agenda bimestral com a bancada federal do estado. Os encontros são decorrentes a preocupação com o corte de 30% de repasses do governo federal destinados ao Sistema S. Em Mato Grosso somente no orçamento do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT) há estimativa de um corte de R$ 15 milhões, enquanto no setor industrial o corte pode levar ao fechamento de seis unidades operacionais do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-MT) e do Serviço Social da Indústria (Sesi-MT), além de demissão de 41,32% do quadro funcional.

Representantes do Sistema S em Mato Grosso (agropecuária, indústria, comércio e cooperativismo) estiveram reunidos na manhã desta segunda-feira, 26 de outubro, em Cuiabá, com os deputados federais Ezequiel Fonseca, Nilson Leitão e Fábio Garcia.

A reunião foi mobilizada pelo presidente do Sistema Famato/Senar, Rui Prado. O intuito do encontro entre presidentes das federações patronais de Mato Grosso e a bancada federal do Estado era discutir, entre outras demandas, o impedimento do corte de 30% dos recursos federais destinados ao Sistema S.

Leia mais:
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Como o Agro Olhar comentou recentemente, o corte 30% de repasses proposto pelo governo federal para o Sistema S (Sesc, Senai e Sesi, entre outras entidades) provocará em Mato Grosso o fechamento de seis unidades operacionais do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-MT) e do Serviço Social da Indústria (Sesi-MT). Como consequência será gerado um déficit de mais de 60 mil matrículas por ano, bem como causará a demissão de 41,32% do quadro funcional das unidades operacionais no Estado. No caso do Senai e Sesi o corte de repasses em 2016 pode provocar ainda a suspensão da construção de cinco novas unidades operacionais em Mato Grosso.

Além disso, causaria o fechamento de duas unidades do Sesiescola, sendo uma em Cuiabá e outra em Várzea Grande, deixando dois mil alunos sem educação básica.

No caso do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT), causaria um queda de R$ 15 milhões no orçamento, reduzindo de 50 mil para 25 mil os atendimentos prestados de qualificação pela entidade no estado.

"Com esses recursos que é feita a capacitação de pessoas. Ano passado, nós atendemos mais de 60 mil. Um corte dessa natureza, com certeza, prejudica os trabalhadores do campo, com a falta de qualificação, e os empresários, por conta da falta de mão de obra especializada. É muito drástico e muito ruim para todos", destacou o presidente do Senar-MT, Rui Prado.

O presidente do Sistema Fecomércio/MT, que engloba a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio), o Sesc e o Senac, Hermes Martins, destacou que a entidade irá se mobilizar para que o governo federal não siga adiante com a proposta.

De acordo com o deputado federal Ezequiel Fonseca, a bancada federal de Mato Grosso está preocupada com a medida do governo federal. "Nós temos várias ideias, todas elas convergindo para a defesa do Sistema S, até porque nós conhecemos bem o Estado, sabemos o trabalho que o Sistema tem prestado e a Bancada está mobilizada. Nós estaremos levando o assunto àqueles que não puderam participar, e trabalhar por um resultado que, certamente, será em defesa do Sistema S", declarou durante a reunião.

O deputado federal Nilson Leitão e vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) frisou que o governo federal tem buscado "recursos onde não deveria para tapar esse furo que está aí na Previdência e em outros setores. Tirando 30% do Sistema S significaria praticamente R$ 6 bilhões. Esse corte cobriria os furos financeiros do governo federal, mas descobriria, por exemplo, a capacitação de profissionais da indústria, da agricultura, algo muito importante para o desenvolvimento do Brasil. O Congresso já endureceu contra isso. A oposição já fez um grande movimento contra este corte. A expectativa positiva é que o Congresso não deixe votar essa lei para que o setor não perca esses recursos”.
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