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Sistema iLP tem agregação de valores com produção de eucalipto na Baixada Cuiabana

Da Redação - Viviane Petroli

05 Mar 2015 - 09:06

Foto: Pauta Pronta

Sistema iLP tem agregação de valores com produção de eucalipto na Baixada Cuiabana
O Sistema de Integração Lavoura-Pecuária aos poucos vai crescendo em Mato Grosso e ganhando agregação de valores com culturas de base florestal, como é o caso de eucalipto. Em Santo Antônio do Leverger, em uma área de quase 20 mil hectares, a Fazenda Girassol do Prata, pertencente ao Grupo Girassol Agrícola, alia a produção de sementes de soja, milho safrinha, algodão e a pecuária a cultura de eucalipto.

Os resultados desta congregação de atividades foi apresentado no dia 28 de fevereiro em um dia de campo na propriedade localizada na Baixada Cuiabana. De acordo com gerente de produção da Fazenda Girassol do Prata, Deivid Carlos Signor, apesar de se estar ainda na safra 2014/2015 a propriedade já está preparando um planejamento para a safra 2015/2016 por meio de análises do atual cenário econômico, além dos resultados obtidos na última safra. Signor esclarece que assim se tem uma estratégia de qual segmento deve-se investir mais na próxima safra.

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De acordo com o Grupo Girassol Agrícola, a pecuária teve início no grupo como uma atividade alternativa para as áreas que vinham perdendo potencial para a agricultura com o passar dos anos. O gerente de pecuária da Girassol Agrícola, João Paulo Silveira, pontua que a inclusão da pecuária e do eucalipto na propriedade foi uma alternativa para as terras de menor rentabilidade.

Segundo o gerente de pecuária da Girassol Agrícola, João Paulo Silveira, enquanto no Brasil a média em áreas de solo arenoso é de 1,5 cabeças por hectare, na propriedade do grupo é de 6 cabeças por hectare.

Na propriedade Girassol do Prata, em Santo Antônio do Leverger, a produção de floresta foi implantada há sete anos e hoje está com uma área de 7 mil hectares com pés de eucalipto, que são transformados em 'cavaco' para atender esmagadoras de soja e indústrias de bebidas como biomassa para a queima em caldeiras. A colheita, revela o Grupo Girassol Agrícola, é toda mecanizada.

Termoelétricas

Conforme o presidente do Grupo Girassol Agrícola, Gilberto Goellner, a construção de usinas termoelétricas é outro caminho para o reflorestamento, no caso de áreas plantadas com floresta acima de 5 mil hectares.

“Hoje o país tem uma demanda de energia elétrica crescente. A viabilidade da produção de energia com a queima do eucalipto em caldeiras a vapor é possibilidade real. Estamos tentando viabilizar, por meio do governo do Estado, a instalação para essas regiões onde esses maciços, principalmente em Jaciara e Alto Araguaia que permitem funcionamento dessas usinas termoelétricas com a ajuda de investidores”, frisa Goellner.

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