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Terceirização pode suprir a demanda de trabalhadores no campo que hoje é deficitário

Da Redação - Viviane Petroli

20 Abr 2015 - 09:06

Foto: Reprodução/Internet

Terceirização pode suprir a demanda de trabalhadores no campo que hoje é deficitário
A terceirização de atividades profissionais, discutida no Projeto de Lei 4.330/2004, pode trazer para o campo o suprimento de um mercado deficitário de trabalhadores, além de trazer economia de R$ 1 milhão com uma máquina que irá utilizar apenas uma vez no ano.

O Projeto de Lei 4.330/2004 tramita no Congresso Nacional há 11 anos e no início de abril foi aprovado em primeira votação pela Câmara dos Deputados. Neste momento aguarda para ser votado no Senado.

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De acordo com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), no ano uma máquina que realiza a colheita da soja trabalha apenas entre 250 e 300 horas, ficando o resto do tempo ociosa. A Associação revela ainda que em alguns momentos os trabalhadores acabam não cumprindo o horário comercial (8h às 18h), visto a atividade agrícola ser diferenciada e depender, principalmente, das condições climáticas.

“Atualmente, atividades como plantio, colheita e aplicação de defensivos requerem mão de obra qualificada, pois temos maquinários modernos e muito tecnológicos. Um funcionário com este nível de especialização não é utilizado todo tempo na propriedade rural, pois opera máquinas específicas para determinadas atividades, de forma pontual", explica o presidente da Aprosoja-MT, Ricardo Tomczyk.

Para a Aprosoja-MT, a terceirização é uma saída "inteligente", pois se contrataria empresas terceirizadas para serviços específicos nas épocas necessárias. "Todos podem sair ganhando. O empresário da empresa terceirizada passará a atender uma demanda reprimida. Uma máquina sua, que hoje é utilizada por 300 horas no ano, pode chegar a operar cerca de 700 horas em diversas propriedades rurais. O agricultor sai ganhando, porque vai economizar cerca de R$ 1 milhão em uma máquina que vai usar uma vez por ano. E os trabalhadores também, pois poderão suprir um mercado que hoje já está deficitário. Isso traria segurança inclusive aos trabalhadores, principalmente em relação aos direitos trabalhistas", pontua Ricardo Tomczyk.

Conforme o deputado federal Nilson Leitão (PSDB-MT), hoje não existe nenhuma segurança jurídica para os trabalhadores em empresas terceirizadas. “Essa legislação veio para resolver esse problema e abrir mercado para demais trabalhadores, O próprio setor do agronegócio tem dificuldades. Não tenho dúvidas que é uma lei que vem trazer segurança jurídica, principalmente para o campo”.

5 comentários

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  • Ilse
    22 Abr 2015 às 13:58

    Esse pessoal bilionário do agronegócio pensa que vai morrer e carregar o bau de ouro junto de si para dentro da cova. , Só pode ser... porque só pensa em estratégia voltada para o aumento do próprio lucro não interessando a que meios este vai ser conseguido. Mas não vai demorar para acontecer com essa gente o que aconteceu com os barões de café num passado nem tão remoto assim. Mas infelizmente o ônus da terra desertificada pelo cansaço do mau uso, a água escassa e contaminada, será para todos.

  • carlos
    22 Abr 2015 às 10:20

    A terceirização só irá beneficiar os patrões e as empresas tomadoras do serviços e prejudicará o trabalhador, o qual passará a ser mero produto de mão-de-obra barata... hj existe a terceirização em alguns segmentos e NUNCA os tomadores dos serviços se responsabilizaram pelas empresas terceirizadas contratadas (as quais nascem do nada e morrem do nada), ficando o trabalhador à própria sorte. Terceirização não é sinal de qualificação, mas sim de exploração, sem qualquer garantia ao trabalhador.

  • Manoel de Souza
    20 Abr 2015 às 16:22

    Pois bem está bem claro que este projeto só vai facilitar para os grandes empresários, com isso as terceirizadas podem escravizar os trabalhadores, oferecendo salários miseráveis e fica naquela, se vc não quer tem quem quer. Esta na cara porque os deputados aprovaram é porque maioria deles são empresários, se dane o povo, mas as eleições estão se aproximando. Aguardem para vcs subir em tuas maquinas e trabalhar, se é que querem economizar.

  • Elias Neves
    20 Abr 2015 às 10:06

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  • Josué
    20 Abr 2015 às 10:00

    Esse projeto aumentará a "escravidão disfarçada" que já existe nas fazendas de Mato Grosso.

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