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Quarta-feira, 17 de agosto de 2022

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EM AGOSTO

Venda de gás natural ‘despenca’ 49,5% em Mato Grosso

Foto: Lenine Martins/Secom-MT

Venda de gás natural ‘despenca’ 49,5% em Mato Grosso
As vendas de gás natura em Mato Grosso ‘despencaram’ 49,5% no mês de agosto em comparativo com o ano passado. A queda do consumo seguiu como reflexo do preço do litro do etanol, que em agosto ainda era visto no máximo a R$ 1,89 em Cuiabá, e a redução por parte de indústrias. Em relação a julho o recuo foi de 7,5%.

Os dados são da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), que revela um consumo de 189,1 metros cúbicos de gás natural em agosto. O Mato Grosso conta com cinco indústrias utilizando o gás natural como matriz energética e cinco postos de combustíveis com revenda. O volume é inferior aos 375,1 metros cúbicos vendidos em agosto de 2013 e os 204,6 metros cúbicos de julho deste ano.

Segundo a Abegás, a maior queda verificada é na indústria de 164,3 metros cúbicos em 2013 para 46,5 metros cúbicos em agosto de 2014. No mês de julho haviam sido 58,9 metros cúbicos consumidos pelas indústrias que utilizam o gás como uma de suas matrizes energética.

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As vendas de gás natural para veículos também caiu, porém em menores proporções. Enquanto, em agosto deste ano foram consumidos nos postos localizados em Cuiabá, Rondonópolis e Várzea Grande, autorizados para revender o produto, 142,6 metros cúbicos, o ano passado haviam sido 164,3 metros cúbicos e em julho deste ano 145,7 metros cúbicos.

Em recente entrevista ao Agro Olhar, o engenheiro responsável pela GNC Brasil, Francisco Jammal Almeida, comentou que muitos proprietários de veículos adaptados para utilizar o gás natural como combustível estão migrando para o etanol em decorrência ao preço. Em agosto era possível encontrar o litro do etanol variando entre R$ 1,59 e R$ 1,89 nos postos e hoje chega a R$ 1,99. Já o metro cúbico do gás natural é comercializado a R$ 2,19.

No caso da indústria, o engenheiro responsável pela GNC Brasil, pontuou a redução ser uma decorrência do fechamento de uma indústria e a recessão vivida por Mato Grosso hoje.
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