Olhar Agro & Negócios

Sexta-feira, 03 de abril de 2020

Notícias / Pecuária

Vigilância Sanitária e status livre da aftosa devem elevar vendas de carne bovina ao Japão

Da Redação - Viviane Petroli

14 Dez 2015 - 08:00

Foto: José Medeiros/GCom-MT

Vigilância Sanitária e status livre da aftosa devem elevar vendas de carne bovina ao Japão
A elevação da compra de carne bovina de Mato Grosso e do Brasil por parte do Japão depende de “simples critérios", como vigilância sanitária e até mesmo o status livre da febre aftosa sem vacinação. Segundo representantes Japão, durante visita a Mato Grosso nesta semana, o grande diferencial da sua produção pecuária para a brasileira é quanto ao método de pastagem natural utilizado no Brasil.

Nesta semana um grupo de representantes do país asiático formado por Masayoshi Kinoshita, Coordenador Senior de Higiene e Inspeção e Kenta Yonemoto, pesquisador do departamento de informações e pesquisa, membros da ALIC, que é uma entidade subordinada ao Ministério da Agricultura, Floresta e Pesca do Japão, e Milton Nonaka, contato da ALIC (Agriculture & Livestock Industries Corporation ) no Brasil, esteve em Cuiabá visitando propriedades rurais, frigoríficos e a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat).

Leia mais:
Japão realiza visita técnica em Mato Grosso visando ampliar mercado bovino

A missão técnica, segundo Masayoshi Kinoshita, Coordenador Senior de Higiene e Inspeção da ALIC (Agriculture & Livestock Industries Corporation), não possuiu relações com o fim do embargo aos embarques de carne para o país asiático estava em vigor desde 2012.

“Viemos para Mato Grosso por ser o maior produtor de pecuária de corte do Brasil. Posteriormente visitaremos São Paulo, Brasília, Goiás e o Mato Grosso do Sul. O ano passado viemos para o estado com foco na criação e produção bovina e desta vez resolvemos abranger, também, a infraestrutura logística e frigoríficos”, comentou Masayoshi Kinoshita ao Agro Olhar.

Conforme Masayoshi Kinoshita, o que difere a produção de bovinos no Brasil do Japão é o fato da pecuária brasileira utilizar o método de pastagem natural.

O especialista japonês destaca, ainda, que o fato de Mato Grosso possuir uma associação dos criadores como a Acrimat é importante, pois enquanto nos Estados Unidos e na Austrália, por exemplo, as associações focam o mercado de exportação, enquanto a entidade mato-grossense visa defender os interesses do pecuarista, além de buscar tecnologia para a elevação da produtividade e qualidade da carne e a prevenção de doenças, por exemplo.

“A elevação da aquisição de carne bovina brasileira por parte do Japão dependerá exclusivamente dos critérios de vigilância sanitária dos animais. A produção bovina sem a necessidade de vacinação contra a febre aftosa, ou seja, status livre da doença sem precisar imunizar é um ponto”, pontua Masayoshi Kinoshita.

1 comentário

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Agro Olhar. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Agro Olhar poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • Paulo Roberto Sabão
    14 Dez 2015 às 09:40

    Otimo para a economiado estado. Mas péssimo para nós consumidores. Por que...?! O preço para os consumidores vai para as nuvens.Até nisso pagamos.

Sitevip Internet