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Domingo, 25 de agosto de 2019

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Governo incentiva uso da agricultura de baixa emissão de carbono

Da Redação - Patrícia Neves

04 Mai 2016 - 10:01

Governo incentiva uso da agricultura de baixa emissão de carbono
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) realizou workshops em 17 municípios, que contaram com cerca de 640 participantes, e capacitações para técnicos e projetistas em cinco polos do Estado, totalizando 335 participantes. O objetivo foi divulgar o Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono), que visa reduzir a emissão de gases de efeito estufa (GEE), e promover ações para desenvolver o programa Produzir, Conservar e Incluir (PCI), apresentado pelo governador Pedro Taques durante a COP 21.

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O balanço foi apresentado durante a capacitação que é realizada em Cuiabá e segue até quarta-feira (4), fechando o ciclo de eventos que começou em janeiro.

O Plano ABC disponibiliza linhas de crédito específicas para o produtor rural investir em práticas de produção mais sustentáveis. Porém um dos maiores entraves do produtor para conseguir os recursos é a elaboração do projeto técnico.

Segundo o secretário adjunto de Agricultura da Sedec, Alexandre Possebon, a ideia dos workshops e capacitações foi justamente orientar estes profissionais em como desenvolver os projetos corretamente, incentivando assim o aumento de contratações.

“O Plano ABC vem ao encontro das estratégias apresentadas pelo Governo do Estado na COP 21, pois estimula boas práticas de produção que tragam maior rentabilidade e sustentabilidade para o negócio. Nós desenvolvemos um trabalho de capacitação, em parceria com as entidades do setor, Ministério da Agricultura e agentes financeiros, com o foco em preparar melhor os técnicos e projetistas e também apresentar aos produtores estas possibilidades”. Com o programa Produzir, Conservar e Incluir, o governo prevê a diminuição de emissões de gases de efeito estufa (GEE) nos próximos 15 anos.

A fonte de recursos do Plano ABC é o BNDES e a linha de crédito é operacionalizada por agentes financeiros públicos e privados. O gerente do Departamento de Gestão de Crédito Rural do BNDES, Tiago Peroba, explica que vem crescendo muito o interesse dos produtores. Neste ano agrícola (2015/2016) até março já foram aplicados no país R$ 1 bilhão no Plano ABC, sendo que em Mato Grosso o valor liberado girou em torno de R$ 70 milhões.

“O ticket médio das operações gira em torno de R$ 300 mil a R$ 400 mil, então podemos dizer que já foram cerca de 200 operações no Estado e a tendência é que continue crescendo a partir dessas ações de divulgação e fomento”.

O chefe da Divisão de Política, Produção e Desenvolvimento da Agropecuária da Superintendência do Ministério da Agricultura em Mato Grosso, Cleomar Costa, destaca que são sete programas incluídos no Plano ABC, que compreendem as tecnologias Recuperação de Pastagens Degradadas, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e Sistemas Agroflorestais (SAFs), Sistema Plantio Direto (SPD), Fixação Biológica do Nitrogênio (FBN), Florestas Plantadas, Tratamento de Dejetos Animais e Adaptação às Mudanças Climáticas.

“Os recursos podem ser utilizados para diversos investimentos, como aquisição de insumos, sementes e mudas para formação de pastagens e de florestas; aquisição de bovinos, ovinos e caprinos, para reprodução, recria e terminação, e sêmen dessas espécies; serviços de agricultura de precisão, desde o planejamento inicial da amostragem de solo à geração dos mapas de aplicação de fertilizantes e corretivos, entre outros”.

A Fazenda 3M, localizada em Poconé, implantou a Integração Lavoura-Pecuária (ILP) na safra 2014/2015 em uma área de 1.500 hectares. O administrador da propriedade, Raul Santos Costa Neto, aproveitou a capacitação para entender melhor como funciona a elaboração do projeto técnico. “Até agora investimos com recursos próprios, mas temos a intenção de buscar crédito para financiar o nosso sistema e para isso é importante entender bem como funciona”.

Para realizar as rodadas do Plano ABC, a Sedec contou com a parceria da Secretaria de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários (Seaf), Famato, Senar, Acrimat, Acrismat, Aprosoja, Banco do Brasil, Arefloresta, Superintendência Federal de Agricultura (SFA-MT/Mapa) e da Embrapa Agrossilvipastoril. 

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