Olhar Direto

Quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Opinião

É triste passar pela Orla do Porto

Autor: Wilson Carlos Fuáh

13 Jan 2020 - 08:00

A Vila Cuiabana que deveria ser um ponto turístico de Cuiabá, era uma obra para ser inaugurada na Copa do Mundo em 2014, mas  só foi inaugurada em final do ano de  2016, e se transformou numa vergonha nacional, pois todos os turistas que passam por lá, leva a impressão de que as obras que foram feitas neste estado de Mato Grosso, promove o desperdiço de recursos públicos.
          
Diante da qualidade dos materiais utilizados na obra, talvez não tenha  passado  pela fiscalização dos órgãos como TCE e MPE, pois a obra é de péssima qualidade a “olhos nus”.  Onde deveria ser utilizados materiais de alvenarias, foram utilizados compensados de pó de madeiras e que em contato com as intempéries se desmancha.
    
Será que no edital está descriminado que a construção seria só um evento e que poderia utilizar materiais de péssima qualidade, que se autodestrói  no período de 05 anos, pois  o que se vê são materiais perecíveis ao contato com a água e o sol, e se “auto decompõem”.
           
Quem recebeu essa obra, feita de materiais compensado ou papelão?
Quanto custou ao erário, essa brincadeira de casinhas?
Será que os preços dos materiais utilizados, correspondem ao valor contratado?
           
É preciso que os órgãos de controle se manifestem diante da possibilidade provocar um eminente desastre aos frequentadores e se transformar em notícia nacional, e depois mais uma vez seremos acusados de irresponsabilidade com a coisa pública, que na verdade os gestores da época,  e principalmente a empresa que foi contratada,  devem ser penalizados a  reconstruir com os seus próprios recursos e não com os recursos do poder público, se assim proceder, será efetuado o pagamento em duplicidade, pois toda obra pública tem a garantia de 05 anos, a quem cabe o julgamento, o TCE/MT e o MPE.
  
Na afobação para inaugurar e dar publicidade como pai da obra, e sem pensar no perigo e armadilha que poderia transformar aquele lugar, que foi  bem aceito pela população de Cuiabá, mas que hoje apresenta grandes problemas:
       
1 - o passeio público está todo rachado e soltando o piso, ocorrendo o perigo de torção das articulações, principalmente das pessoas idosas;
       
2 – a construção da Vila Cuiabana está toda despencando, pois não foi construída de alvenaria, utilizaram materiais que não podem ser expostos à chuva e sol, podendo levar as pessoas a riscos de mortes;
      
3 – os banheiros todos interditados pela péssima qualidade na execução da construção;     
            
Infelizmente a má gestão continua aqui no Centro da América do Sul, pois  os administradores não são punidos, a Orla do Porto é um exemplo de descaso com a “coisa pública”, e essa imagem vai para o Brasil, pois lá é um ponto turístico, e muito visitado pelas pessoas de outros estados e países, e que leva a má impressão desta cidade de Cuiabá, e dos cuiabanos.
     
Na verdade aquilo lá deve ficar como exemplo de irresponsabilidade com recurso público, uma obra de risco eminente, deveria unir todos os órgãos de controle e fazer uma grande auditoria física, com exames de cálculos estruturais e teste de laboratório dos materiais utilizados, que seja passado a limpo, desde a fundação até os materiais utilizados, para que o pior não venha a acontecer.
          
Fica a indignação e a perplexidade aos olhos de quem passa por lá, uma obra que caracteriza a má gestão, pelo pouco tempo de durabilidade, e a responsabilidade da Empresa Construtora que não é exigida para refazer toda a estrutura com os seus próprios recursos, pois houve a aplicação de material de péssima qualidade e de baixo nível durabilidade.  

Antes de refazer essa obra, os órgãos de fiscalização deveria promover a auditoria completa,  em conformidade com as Leis de números 8.666/1993 (Lei de Licitações), 8.429/1996 (Improbidade Administrativa), será que vão  esperar que essa obra se transforme em mais escândalo nacional, quando acontecer um acidente grave com o povo cuiabano ou com os turistas?
            
O reparo  paliativo com aplicação dos mesmos materiais não irá sanar o problema, e será mais um desrespeito com o contribuinte, pois mais recursos serão aplicados para refazer o errado.
          

Wilson Carlos Fuáh – É Especialista em   Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas, e cuiabano por excelência. Fale com o Autor: wilsonfua@gmail.com    
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