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Domingo, 20 de setembro de 2020

Opinião

O sopro da morte

Autor: O sopro da morte

25 Mar 2020 - 08:00

Hoje no exilio causado por ricos que se divertiram no exterior e trouxeram essa epidemia, fico cá com meus botões a refletir sobre a roleta russa imposta por uma classe sobre as demais, que chamada de vagabunda, parasita, ficou aqui na labuta diária em busca de um pão para alimentar seus entes e dinamizar a economia de uma nação de duas caras.

Uma de ricos que acham que o são assim devido a seus esforços e a uma áurea iluminada e os outros, que sempre são taxados de preguiçosos, vadios e ultimamente de parasitas.

Os memes são criados para suavizar a realidade grotesca e infiel. Rimos da nossa própria estupidez, ignorância e impotência. Nossa vida se resume a comer, beber ver tv e ver o outro como inimigo mortal.

O Tic tac do tempo é a mortalha que nos conduz a espera do pico das mortes que virão. Acordar todo dia é alegria de não ter sido escolhido ainda por esse minúsculo e invisível matador.

Enquanto isso o chapeleiro oficial insiste que é uma simples “gripinha” e que alguns vão morrem, ponto. Alardeando isso num programa de TV comando por um rato.

A briga intensa da classe politica continua com seu egoísmo eterno e se esquece que o momento não é de visão econômica e sim de solidariedade. De acolhimento, de efetivo abraço real a nação.

O rei está nu, juntamente com sua família de frutas exóticas e em Mato Grosso a insensatez de um e a visão dinâmica de outro, põe parte do funcionalismo numa câmara de gás, revezando por contágio muitos pais e mães de famílias que entre ir e vir ao seu local de trabalho passa por diversos lugares contaminados, levando ao colega que trabalha a menos de 0,5 metros de distância a troca de forma reciproca do Covid. 19.

Nós não seremos os mesmos depois dessa tragédia. Nossos olhares sobre coisas e gente vão modificar valores e crenças. Um novo mundo emerge e a falta de alimentos, remédios e dinheiro para comprar suas necessidades, vai mostrar a verdadeira face do homem. Sua crueldade.


Pedro Felix, funcionário público estadual
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