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Quarta-feira, 14 de abril de 2021

Opinião

ESG: caminho sem voltas nas empresas

Autor: Thiago Itacaramby

02 Mar 2021 - 08:00

O ambiente corporativo das grandes empresas mundo afora já sente o novo cenário e se mobiliza para lidar com o procedimento imposto pelo mercado financeiro. Estamos falando da inclusão de uma nova rota a dos investimentos que levam em conta critérios de sustentabilidade; ou ESG – Environmental, Social and Governance (em português, Ambiental, Social e de Governança). O termo foi criado como uma métrica para avaliar o desempenho das empresas nesta nova conjuntura. Trata-se de um critério utilizado para avaliar investimentos que sejam social e ambientalmente responsáveis, além de terem o compromisso com a governança e combate à corrupção.

A pandemia é uma maior pressão de investidores e da própria sociedade para um posicionamento em relação a produtos e serviços mais sustentáveis e práticas de inclusão social que aceleraram a evolução dessa nova área, no Brasil. Não podemos esquecer o Artigo 225, da Constituição Federal, que diz todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. É dever de todos nós!

Empresas como a operadora TIM e BTG Pactual, enfim, outras instituições criaram essa visão transversal e começaram a ter novos horizontes com essa nova demanda atrelada a áreas de investimento de impacto, por exemplo. A alta liderança tem espaço e é um movimento que eleva a discussão ao maior patamar dentro das empresas. Não é atoa que a ESG exige novas skills da alta liderança. Foi-se o tempo que a pauta ambiental não é devidamente respeitada dentro de uma empresa séria, cidadã e que se diz do bem.  

O novo cenário potencializou os ODS da ONU, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que estabelecem práticas a serem adotadas pelos países membros para fomentar o desenvolvimento sustentável. Lançada em setembro de 2015, durante a Cúpula de Desenvolvimento Sustentável, a agenda é composta por 17 itens - tais como erradicar a pobreza, cidades e comunidades sustentáveis - que devem ser implementados por todos os países do mundo até 2030. Os ODS foram acordados por todos os governos, mas o seu sucesso depende das ações e colaboração de todos os setores. 

Portanto, o setor privado é um importante aliado para alcançar os desafios, já que possuem grande potencial de criatividade e inovação. Na condição de secretário geral da ONU (2007-2017), Ban Ki-moon, afirmou: "As empresas são parceiras vitais no alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Solicitamos que as empresas de todos os lugares avaliem o seu impacto, estabeleçam metas ambiciosas e comuniquem seus resultados de forma transparente".

Não restam dúvidas de que os ODS, assim como a ESG, são uma ótima oportunidade para que as soluções e tecnologias empresariais sejam desenvolvidas e implementadas. À medida que os objetivos são alcançados, permitirão que as empresas pioneiras demonstrem como o seu modelo de negócio ajudou no avanço do desenvolvimento sustentável. O futuro é lindo e exige de nós mais comprometimento com as causas socioambientais. O meio ambiente agradece! 


Thiago Itacaramby - jornalista e gestor ambiental em Cuiabá
 
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