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Com café, praça central para eventos e área infantil, novo Anexo da Casa Barão de Melgaço será entregue em 2018

Da Redação - Naiara Leonor

05 Abr 2016 - 18:30

Foto: André Romeu

Com café, praça central para eventos e área infantil, novo Anexo da Casa Barão de Melgaço será entregue em 2018
Um espaço fluido, de integração entre pessoas, que promova a cultura e estimule a leitura e a troca de conhecimento entre seus frequentadores, que seja um espaço de convívio e de encontro. Essa a ideia apresentada nesta terça-feira (05) aos profissionais de comunicação, pelo arquiteto Higor de Oliveira, responsável pelo projeto do novo Anexo da Casa Barão. Café, área infantil e praça de eventos, como contação de histórias, são apenas algumas das novidades para o local, que abrigará a Biblioteca Estevão de Mendonça.

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Realizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, em parceria com Academia Mato-grossense de Letras (AML) e Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso (IHGMT), o projeto já começa a ganhar novas formas e cores, por enquanto ainda no papel, já que ainda será discutido em detalhe com os parceiros para que os ajustes sejam feitos, antes do início das obras.

O envolvimento do arquiteto com o projeto, já foi elogiado pelo secretário. “É uma grande sorte quando quem vence a licitação é uma empresa como a do Higor, que podemos ver que está realmente envolvido e apaixonado pelo projeto do espaço”, comenta Leandro.

Através de plantas baixas ilustrativas, o arquiteto explicou como será o novo espaço, que segundo o projeto terá três pavimentos. “O conceito novo tem mais a cara de um shopping, com bastante vidro, muitas cores, espaço amplo sem compartimentação, com uma praça de eventos central onde poderão ser realizadas oficinas de contação de histórias, por exemplo.”

Para quem acha a ideia vanguardista demais, o arquiteto explica porque o projeto funciona e atraia mais o público. “Eu gosto muito do estilo Luiz XV de decoração de algumas bibliotecas, em madeira, mas você só vê livros e não pessoas nesses ambientes. O objetivo desse projeto é tornar a Biblioteca Estevão de Mendonça em um lugar de conhecimento democrático, que todas as pessoas realmente usufruam dele”.

Inspirado na Biblioteca de São Paulo, o arquiteto mostra ambientes para uso de computadores, espaços de convivência e interação entre as pessoas que frequentarão a biblioteca.

A inclusão social também está presente nos planos do novo espaço. “O projeto proporciona a interação entre pessoas de várias idades e de todos os tipos. Os deficientes físicos, por exemplo, não terão um cantinho, porque não queremos segregar ninguém. Haverá elevador e também adaptações para deficientes visuais, livros em braile”, explica Higor.

A ideia é que além da pesquisa em acervo físico, como os livros, a Biblioteca disponibilize também o acesso a internet como estimulador da busca pelo conhecimento. “As pessoas poderão acessar artigos online, facebook, filmes. Lembro-me de ver uma pessoa assistindo o filme ‘Transformers’ em uma biblioteca, por que não? Isso pode despertar o interesse por mecânica e fazê-lo buscar o conhecimento sobre o assunto, por exemplo”, comenta o arquiteto.

Para conseguir colocar todas as ideias do projeto em prática, o secretario Leandro chama a atenção para a importância da parceria entre instituições. “É preciso ter um novo modelo de gestão, para que sejam realizadas atividades, flexibilização de horário de funcionamento, estratégia de atendimento ao público, Poe exemplo, porque ninguém gosta de ir a lugares onde não são bem recebidos”, disse o secretário.

Leandro também mencionou o estado de abandono do Centro Histórico de Cuiabá, que pode ser alterado para melhor com a movimentação de atividades no local, promovendo a revitalização. “Se tem lugares com atividades culturais até tarde da noite, a região ganha vida com a circulação de pessoas. Então a estratégia de recebimento das pessoas nesses pontos de cultura é importante para que as pessoas voltem”, explicou o secretário.

Área infantil, Cafeteria, Acervo Afro e Indígena, sala para realização de cursos, praça de eventos, espaços para uso de computadores, para leitura, socialização são alguns dos itens presentes no projeto.

A Academia Mato-grossense de Letras, por exemplo, terá seu espaço no terceiro pavimento, com sala para os Imortais, para a presidência, sala para eventos, biblioteca e ainda um pátio superior, que será discutido sua viabilidade de execução.

A presidente da AML, Marília Beatriz, estava contente com as boas novas. “Acho que todo mundo entendeu o prazer de estarmos diante de um projeto crítico, criador e criativo como este”. Enquanto que o presidente do IHGMT, João Carlos Vicente, destacou a importância da obra. “Esse momento se traduz com datas e números prováveis. Tanto Academia quanto Instituto vão poder justificar seu trabalho em sociedade”.

A previsão da Secretaria de Estado de Cultura é que a fase de projeto seja concluída até julho/agosto deste ano (2016) e que a partir de então seja aberta licitação para realização da obra, que pode durar entre 4 e 6 meses. Assim, o início das obras está previsto para janeiro/2017, com duração de 12 meses, sendo o Anexo da Casa Barão de Melgaço entregue no início de 2018.

Sobre o valor da obra, o secretario disse que há uma estimativa, mas que não tem o valor exato, entretanto, ele garantiu que ela será realizada independente do custo financeiro. “Só teremos o valor da obra quando a fase de projetos for concluída. Mas independente do custo, o Estado fará essa reforma”, afirmou Leandro.

3 comentários

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  • Regina Pessoa
    07 Abr 2016 às 12:44

    Olá. Sou contadora de histórias aqui em São Paulo e elaboro projetos de cultura em Leis de Incentivo. Fiquei feliz com a notícia. Contém comigo p colaborar com a programação de Contação de histórias para crianças e adultos. Abraço. Reginappessoa@hotmail.com

  • Bia
    06 Abr 2016 às 22:30

    Adorei ver os tapumes com faixas contendo várias informações dos casarões e fotos antigas ...até parei várias vezes em frente da Casa Barão de Melgaço várias vezes para ler .Parabéns

  • Julio
    06 Abr 2016 às 05:08

    O Iphan poderia colaborar com o visual do Centro, que já está bem ruim, e colocar um tapume de proteção com menos propaganda ali no prédio da Academia de Letras. O Iphan tem que dar o bom exemplo para o visual do Centro, e não o mau exemplo. Excesso de informação para um tapume só. Mau gosto publicitário.

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