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Intolerância a Glúten

Caminhada sobre alergias alimentares acontece durante mês de conscientização de intolerância a glúten

Da Redação - Letícia Ferro Ferraz

31 Mai 2017 - 16:54

Foto: Raquel Falbot

Caminha de Conscientização de Alergias Alimentares

Caminha de Conscientização de Alergias Alimentares

Uma caminhada pela "Conscientização de Alergias Alimentares” aconteceu no último domingo, 28,  no parque Mãe Bonifácia. Idealizada pelo grupo 'Sabor Materno', a atividade foi realizada propositalmente no mês de maio, mês da Conscientização Celíaca, e contou com o patrocínio da Agua Mineral Clássica.

A doença celíaca, ou a intolerância a glúten, como é mais conhecida, é uma doença que atinge em média um a cada duzentos brasileiros, e que causa uma grave inflamação no intestino e a dificuldade de absorção dos nutrientes. Por este motivo, a doença pode levar à desnutrição.

Em crianças, a intolerância tende a se manifestar no primeiro ano de vida. Caso o diagnóstico demore, a criança pode ter algumas deficiências no crescimento. No entanto, nada impede que a doença só se manifeste na fase adulta.

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Silvia Jecev, idealizadora da caminhada e mãe do Emanuel, diz que a dificuldade com o filho já começou no diagnóstico. “Suspeitei que tivesse algo errado com o meu filho desde o 18° dia de vida dele, mas o diagnóstico de celíaco só foi fechado há dois anos, e justamente por causa dessa demora ele teve um problema renal", lamenta.
 
Mas o que é o glúten?

Apesar de estar presente em massas como pão, bolo e macarrão, o glúten não é carboidrato, e sim um tipo de proteína. Na realidade ele é a combinação de dois grupos de proteínas: a gliadina e a glutenina, que são encontradas dentro de grãos de trigo, cevada e centeio.

Quando é adicionada água à farinha de trigo, cevada ou centeio, e se começa a misturar a massa, as proteínas, que antes estavam separadas, começam a se misturar e fazendo pontes. É assim que é formado o glúten, que tem como objetivo deixar a massa mais elástica e resistente quando for esticado, como acontece com o pão e o macarrão.
 
“Eu dizia que antes meu filho era doente, mas agora digo que ele tem uma condição de vida, ele vai ter que tomar alguns cuidados durante a vida toda dele, mas nada impede dele ter uma vida normal. As pessoas acham que uma pessoa doente é uma pessoa debilitada, mas isso não é verdade. Seguindo o tratamento, todo celíaco pode levar uma vida normal”, explica Silvia.

Um dos principais cuidados no tratamento de um celíaco é com a contaminação cruzada por glúten, isso porque mesmo mínimas quantidades, ou até traços de glúten, podem causar reações alérgicas. A ingestão de glúten por celíacos pode provocar diversas reações, como lesões na pele, dor abdominal, perda ou dificuldade de ganhar peso, diminuição do apetite, anemia, fraqueza, dentre outros sintomas.

“Uma das principais dificuldades é a compreensão das pessoas. Tem gente que acha que é apenas frescura, ou uma questão estética, que só um pedacinho não vai fazer mal, mas faz! E esses são os objetivos da caminhada e do mês de conscientização: explicar que alergias alimentares, no caso do meu filho intolerância a glúten, são coisas sérias. Não é uma questão de estética, e sim saúde", finaliza.
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