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Em Cuiabá, 'Ginástica para o cérebro' pode retardar doenças como o Alzheimer

Da Redação - Isabela Mercuri

21 Mar 2018 - 14:20

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

Em Cuiabá, 'Ginástica para o cérebro' pode retardar doenças como o Alzheimer
Evitar doenças, melhorar a disposição, trazer mais bem estar. Todos estes são benefícios trazidos pelos exercícios físicos. Mas você já ouviu falar sobre fazer ginástica para o cérebro? Este é o principal objetivo do ‘Supera’, curso desenvolvido há mais de dez anos e que atualmente conta com cerca de 300 unidades em todo o Brasil. Duas delas, em Cuiabá, lideradas pela franqueada Alessandra Trentino.

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Alessandra mora em Mato Grosso desde criança, e há sete anos se mudou para Cuiabá. “Eu trabalhava na gestão de RH de uma empresa, e vim já com esse sonho de empreender, com essa ideia de buscar algo, um negócio próprio”, conta. “Eu já coloquei meu filho no Supera quando eu vim pra Cuiabá, porque eu já conhecia a metodologia. Aí souberam do meu interesse em abrir um negócio, e me convidaram pra ser sócia”.

Atualmente, Alessandra e seu marido são os únicos donos da empresa. Segundo ela, o Supera é “um método fundamentado nas neurociências e estudos do cérebro, onde trabalhamos através de várias ferramentas a potencialização das habilidades cognitivas do cérebro, responsáveis pela atenção, memória, concentração, criatividade, e também as habilidades sócio emocionais, [como] auto-confiança, auto-estima, segurança”.

Alessandra (Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto)

Para trabalhar todas essas atividades, são necessárias aulas de duas horas, uma vez por semana, em que o aluno utiliza diferentes ferramentas. A mais essencial delas é o ábaco, utilizado em 50% do tempo. “Ele é o primeiro instrumento de cálculo que surgiu na humanidade, de origem oriental. Veio para o Brasil trazido pelos japoneses. No Japão ele se chama ‘soroban’, e veio para o Brasil com nome de ábaco”, explica Alessandra. “Através dessa ferramenta, o aluno desenvolve muito o foco, a atenção, a concentração, a rapidez de raciocínio, memória, e a coordenação motora fina, [já] que tem o modo de manuseio, disciplina, seguir regras, e criatividade, porque num determinado momento se começa a fazer o cálculo mental”.



Além do ábaco, também é utilizada uma apostila, chamada ‘Abrindo Horizontes’, o tangram (jogo de sete peças geométricas), e diferentes jogos. “Ao contrário do que as pessoas pensam, não são só pra divertir e brincar, são também, mas ele vai estimular no cérebro, potencializar as habilidades cognitivas e as funções executivas, que são habilidades mais refinadas, planejamento, estratégia, orientação. (...) Cada jogada tem uma evolução do pensamento, da ação, e com isso melhora também a auto confiança, a auto estima, a cooperação, a lidar com os próprios desafios, se auto-conhecer, estimula também as habilidades sócio emocionais”, explica.

As aulas ainda contam com dinâmicas em grupo, para trabalhar o relacionamento interpessoal e intrapessoal, e as chamadas ‘neuróbicas’, aeróbicas dos neurônios, em que se quebra a rotina do cérebro, por exemplo, estimulando sentidos ‘adormecidos’. “Por exemplo, vai vendar os olhos e identificar o sabor, estimulando o paladar. Identificar um som, estimulando a audição”.

Para quem?

O método ‘Supera’ é indicado para qualquer pessoa, a partir dos seis anos de idade. Em Cuiabá, a maior parte dos alunos é da terceira idade. Segundo Alessandra, isso acontece porque “O Brasil está envelhecendo, e eles [idosos] estão muito preocupados em manter a qualidade de vida. Porque a preocupação mesmo é, se está falhando a memória, se não consegue ter atenção... eles começam a se isolar, começam a ter uma depressão cada vez maior”. Com estes exercícios, o cérebro passa a produzir mais neurotransmissores, como a dopamina, a cerotonina (bem-estar), a ceticolina, dentre outros. “[Eles] se sentem mais ativos, mais motivados, vêem as habilidades melhorarem no dia a dia para fazer as tarefas, então conseguem ter respostas de que está acontecendo uma mudança física, de dentro pra fora”.

Aula no 'Supera' (Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto)

Adriana conta que estudos científicos mostram que estes exercícios podem retardar doenças degenerativas do cérebro, como o Alzheimer. “Inclusive, estudos da neurociência dizem que uma pessoa exercitando o cérebro, que tem 70 anos, pode rejuvenescer o cérebro em até dez anos. [É] a chamada neuroplasticidade cerebral, a capacidade que o cérebro tem de se modificar quando estimulado. Quando está estimulando, esses neurônios vão aumentando, se fortalecendo, criando um processamento mais rápido do cérebro”.

Antônia Ledil Simões tem 62 anos e é aposentada do Tribunal de Contas. Ela é aluna do método Supera há três anos, e conta que começou apenas para ‘matar’ o tempo. “Depois vi que havia necessidade de continuar, até por causa dos pontos que eu imagino que com a idade, a gente vai ficando um pouco mais dispersa, mais lenta... Embora a gente leia, faça várias atividades, essas coisas tendem a aumentar”.

Antônia (Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto)

Para a aposentada, os exercícios tem ajudado no dia a dia. “[Melhorou] a concentração, [eu] estava um pouco dispersa nas leituras, terminava de ler um determinado artigo e já estava em dúvida, e essa busca pelo conhecimento mesmo. Sem contar que a convivência com as pessoas da mesma idade é um laboratório, você está sempre aprendendo alguma coisa com eles, está sempre trocando ideias, experiências, então isso na nossa idade é muito válido”, conta.

Apesar de fazer sucesso com os idosos, o Supera não é só para eles. Para as crianças, por exemplo, o método ajuda nos resultados da escola, já que desenvolve a atenção e o foco. Alessandra explica que para eles o trabalho é até mais fácil, pois têm mais conexões neurais do que um adulto.

“Nós temos também turmas de concurseiros, vestibulandos, [que buscam] para conseguir otimizar o tempo na hora da prova, diminuir a ansiedade, conseguir ter mais foco, raciocínio lógico”, garante.

Outro público alvo são os profissionais, que procuram o programa por conta dos altos níveis de estresse, o que mata as células nervosas. “O cérebro de um adulto tem 86 milhões de neurônios, que são as células nervosas. A partir dos 25/30 anos já começa a ter a morte das células nervosas, e perda dos neurônios. Então, a pessoa já não vê mais uma produtividade como antes, mas é normal, é natural e gradativo ao longo da vida. Se a pessoa exercita o cérebro, vai fortalecer esses neurônios, e estudos da neurociência já dizem que nascem novas células nervosas, novos neurônios, através de estímulos”.

Os professores do ‘Supera’ são todos da área da educação, e treinados pelo método. “É um empreendimento social, que leva ao desenvolvimento humano, da pessoa se sentir capaz, sentir que ela pode ir além dos seus limites, superar limites”, garante Alesandra. “Temos um depoimento de um advogado que abriu seu escritório, e ele disse que se encorajou depois do Supera, que ele se viu, através do lúdico, de desafios, capaz de conseguir buscar novos desafios, superar as próprias limitações”, finaliza.

Serviço

Supera Cuiabá

Unidade Jardim das Américas
Av. Cidade do México, 602
Telefone: (65) 3052-3200
 
Unidade Quilombo
Rua João Bento, 170
Telefone: (65) 2127-4908
 
É possível agendar uma aula demonstrativa, grátis, em qualquer uma das unidades.

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