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Sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

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Novo romance de Mahon conta história de ilha onde peixes e pessoas se suicidam inexplicavelmente

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

Novo romance de Mahon conta história de ilha onde peixes e pessoas se suicidam inexplicavelmente
O escritor Eduardo Mahon lançou, na última semana, seu mais novo romance em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. ‘Alegria’ já passou também por Santo Antônio do Leverger, e vai, agora, para Cáceres, Tangará da Serra e Portugal antes de ser lançado oficialmente em Cuiabá, no final de junho.

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Os últimos dois livros escritos por ele – que também é advogado – flertavam com a literatura fantástica. No caso do novo romance, ele não revela. “É e não é, mas se eu falar que não é, eu dou o final”, brinca, tentando não dar ‘spoiler’.

‘Alegria’ conta a história de um médico, recém-divorciado, que se muda para uma ilha no interior do país (homônima ao livro). Lá, coisas estranhas começam a acontecer. “Os peixes começam a morrer, e não encontram razão. (...) Mas os problemas não são os peixes do rio, os peixes das casas começam a morrer também, os peixes de aquário. E, no final das contas, percebem que os peixes estão se suicidando”, explica o autor.

Depois dos peixes, as pessoas da ilha também começam a se suicidar, sem motivo aparente. O médico faz necropsias que não chegam a nenhuma conclusão, e o prefeito da cidade decide fechá-la em quarentena, por causa da epidemia.

“E começa a tentar fomentar a alegria. Queima os livros que podem eventualmente ser tristes, de poesia, de filosofia, etc e tal, e começa a contratar palhaço, malabarismo... As pessoas são proibidas de andar sozinhas... uma série de profilaxias contra a tristeza”. A história (ou a resolução dela) é revelada somente no epílogo, nas últimas três páginas.

Futuro

Lançando um livro, Mahon já tem outros dois prontos, esperando pela revisão. O próximo romance, ‘A gente era obrigado a ser feliz’, como o próprio nome revela, faz uma analogia à música ‘João e Maria’, de Chico Buarque, por meio da história de um homem com problemas cognitivos, que é contratado para cuidar de cavalos em um quartel, onde trabalha por 46 anos, e de onde vê toda a história do Brasil acontecer, passando por Vargas, Dutra, o golpe de 64 e o AI 5.  Com 350 páginas, a obra será publicada somente em 2019.

Além deste, também já terminou ‘Azul de Fevereiro’, um livro de contos que, junto a ‘Contos Estranhos’, será lançado na Bélgica e na Holanda. A tradução será feita por um doutor em contos alemães, para o francês e o holandês.

Da poesia, no entanto, ele ainda está distante. “Daqui a pouco eu retorno. Quando eu ficar muto triste eu retorno com hai kai. Poesia você só escreve triste, não se escreve poesia feliz”, finaliza.
 
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