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FUE

Técnica de transplante capilar disponível em Cuiabá não deixa cicatrizes

Da Redação - Isabela Mercuri

30 Jul 2018 - 09:24

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Técnica de transplante capilar disponível em Cuiabá não deixa cicatrizes
Até pouco tempo atrás, o transplante capilar era feito com um corte no couro cabeludo, o que deixava uma cicatriz desagradável. Desde 2017, no entanto, está disponível em Cuiabá uma nova técnica, sem cortes, a ‘FUE’.

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O procedimento foi trazido pelo cirurgião plástico e especialista em cirurgia de restauração capilar, Dr. Victor Albuquerque, depois de ter estudado a técnica em São Paulo e no Paraguai. “O transplante capilar já é uma coisa que existe há certo tempo”, contou ao Olhar Conceito. “E há oito anos surgiu a técnica sem cortes, que é o FUE. Ele é uma técnica que faz a retirada das unidades foliculares do couro cabeludo na parte posterior, sem  lesioná-lo”.

A retirada do folículo é feita com um extrator circular de menos de um milímetro. Na técnica antiga, era retirado um pedaço de pele, e cerca de oito instrumentadoras a ‘fatiavam’ no microscópio, até chegar na unidade folicular.

Indicado para pessoas que estão em um estágio de calvície ‘estacionada’, o transplante, basicamente, retira os folículos capilares (a raiz do cabelo) da parte de trás e das laterais, que normalmente não são atingidas pela calvície, e os implanta na parte anterior (frente) ou na coroa (em cima) da cabeça.

O procedimento é uma cirurgia, que dura cerca de doze horas, e pode ser feita tanto no consultório quanto no hospital. “É uma cirurgia ambulatorial. A pessoa não fica internada, recebe alta e vai embora pra casa no mesmo dia. Eu faço no hospital com monitoração, anestesia local, e sedação leve. Mas é possível fazer em clínica. O problema é só o tempo de duração, que é bem longo”, explica o cirurgião.

Em cada dia de cirurgia, podem ser transplantados até dois mil folículos capilares. Segundo Victor, o mínimo transplantado são mil folículos. “Geralmente os pacientes precisam de pelo menos 800 unidades foliculares. A gente pode fazer megassessões de até 4 mil folículos, mas nestes casos, geralmente faço em dois dias”.

Pré e pós da cirurgia

Segundo Dr. Victor, é importante que o paciente se consulte antes da cirurgia, principalmente para saber se ela é mesmo necessária, e se é possível. “Eu preciso fazer um exame que se chama tricoscopia, que é uma câmera que passa no couro cabeludo pra avaliar a área doadora, ver se esse paciente tem uma área doadora boa; Às vezes não tem. Se a calvície é muito extensa, tem poucos folículos. Tem como usar folículos de outros lugares do corpo, como barba, pelos do tórax, abdômen, e até membros inferiores, que também não sofrem ação da calvície”.

Nesta consulta prévia, também é possível avaliar se a causa da calvície é mesmo genética, ou se vem de uma dermatite ou outra doença de pele, que seria resolvida com tratamento clínico.

Após a cirurgia, o paciente vai para casa no mesmo dia. Vinte e quatro horas depois, ele tem que voltar ao consultório para retirar os curativos e fazer a primeira lavagem do couro cabeludo. “Ensino o paciente a como escovar o cabelo na hora do banho. Durante sete dias ele toma banho com shampoo específico, além de evitar sol. Pode usar boné com moderação, porque às vezes a pessoa tem muita vergonha de sair pra um lugar nesses sete dias. E vida normal”, explica o cirurgião.

Nos meses que se seguem, também é preciso prestar atenção nos resultados. “O cabelo vai crescer durante 30 dias, e depois vai cair. Cai todo o cabelo colocado. Aí o paciente fica meio desesperado”, conta. “Três, quatro meses depois da cirurgia que começa a nascer os novos cabelos. Porque o folículo entra com cabelo, e com a cirurgia, ele fecha e expele o cabelo que estava pra fora - é o período que ele cresce e a pessoa fica contente, mas na realidade ele está sendo expelido. Só que o folículo já está lá, e demora três meses para o folículo começar a produzir um cabelo novo, ele sair da pele, e [o paciente] começar a vê-lo”.

O procedimento é indicado para qualquer pessoa, mas o ‘paciente ideal’ é o de mais de 35 anos. Também é importante lembrar que o transplante melhora a aparência, mas não faz com que ele chegue exatamente ao que era antes. “Nesse processo de definição da calvície você tem que ter uma noção pra planejar o implante. Onde você vai colocar o implante? Você não vai colocar como era aos 16. É obrigação do cirurgião dizer que ficar como era antes não dá. É feita uma melhora da linha anterior, da densidade, a calvície fica menos extensa. Mas transformar em um cara cabeludo, que nunca foi careca, não dá. Porque a área receptora, de uma pessoa muito careca, é bem maior do que a área doadora”.

Após o transplante, também é importante continuar o tratamento clínico, para evitar a queda dos cabelos que ainda estavam ali. “Aquele folículo que eu coloquei não cai mais por calvície, a não ser que tenha uma doença no couro cabeludo, mas por calvície não cai. Mas os outros vão cair se ele não cuidar”, finaliza.

Serviço

Dr. Victor Albuquerque é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Associação Brasileira de Cirurgia de Restauração Capilar. CRM 8623 / RQE 3790

*Telefone pra contato: (65) 99605-1985
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