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Criado em Cuiabá, novo projeto de música eletrônica deve chegar ao mercado internacional

Da Redação - Isabela Mercuri

14 Set 2018 - 11:12

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Criado em Cuiabá, novo projeto de música eletrônica deve chegar ao mercado internacional
Um novo projeto musical nascido em Cuiabá promete agitar a cena eletrônica internacional nos próximos meses. Criado somente há vinte dias pelos amigos Caio Skinds e Kaled Nasser, ‘The Muhammads’ é um projeto de Tech House que já tem 14 músicas produzidas e gravadas, e que devem ser lançadas em breve com selos gringos.

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“Começamos produzindo separados. Nos conhecemos, começamos a fortalecer a ideia e a produzir junto, a fazer música junto, sem ter um projeto com nome”, contou Caio ao Olhar Conceito. “Aí começamos a conversar com pessoas que entendem mais [de música], e eles deram a ideia: vocês já estão produzindo há tanto tempo juntos, porque não dão continuidade, não fazem alguma coisa juntos?”. A sugestão foi acatada. Hoje, os amigos querem entrar ‘de cabeça’ no projeto.

Os integrantes

Caio ‘Skinds’ começou a tocar há cinco anos como DJ, e, logo depois, a produzir suas músicas. Há dois anos, abandonou a carreira de analista de sistemas para se dedicar somente à produção musical. Criou, neste meio tempo, a própria gravadora, a ‘Ocean Wave Records’. “Já estava com intuito de lançar as minhas próprias músicas, aí eu consegui ver quais eram os requisitos pra abrir um selo e lançar a gravadora, tentei abrir por um ano, consegui”.

Kaled, por sua vez, toca há quase quatro anos, e fez um curso de produção musical na International Academy of Electronic Music (AIMEC) de Balneário Camboriú. Junto a Caio e Dj Rox, criou a ‘Embassado Records’.

Tha Muhammads

A ideia dos dois com o novo projeto, no entanto, é focar no mercado internacional. “Estamos com alguns selos pra fechar, todos fora do Brasil. A ideia é dar direcionamento das músicas com selos gringos, [porque] é questão de visibilidade, e de suporte também. Se um DJ de outro selo toca nossa música, dá mais visibilidade”, explica Caio.

Existem também outros motivos, segundo os parceiros, dessa escola. “Aqui no Brasil é uma mesmice, a gente não quer ficar na mesmice. O estilo de som acaba sendo lançado primeiro lá na Europa, e geralmente depois vem pra cá, e demora. Ou seja, os sons que estão tocando aqui, são sons que estão numa linhagem que já está velha”.

Sobre a cena em Cuiabá, os dois acreditam que ainda há potencial de crescimento, mas que, por enquanto, as ‘panelinhas’ atrapalham. “Eu acho que se a galera se unisse mais, conseguiria ter um resultado muito melhor. O foco em Mato Grosso é o sertanejo, não adianta a gente querer lutar contra isso. Mas com certeza, se os grupos não estivessem segregados, estivessem fortalecendo a cena juntos, teria muito mais espaço, conseguiriam alcançar mais público, trazer mais gente”, afirma Caio. “Sempre tocam os mesmos DJs, o que acaba trazendo sempre o mesmo público. Se houvesse DJs de outros grupos, teriam outro público, os amigos desse DJ, amigos de amigos dele, isso não acontece”, completa Kaled.

Para o futuro, os parceiros pretendem se mudar, primeiramente para Curitiba, para investir na carreira, e buscar ainda mais o público internacional, com apresentações fora do país. Sobre o nome, eles explicam: “Estávamos procurando referências árabes para o nosso nome [porque Kaled é árabe], e o Maomé foi uma das figuras mais importantes do islamismo, um profeta direto de Deus. Queremos criar músicas que sejam profecias para ficarem guardadas dentro do coração das pessoas”, finalizam.

Ouça uma ‘palhinha’ do trabalho do ‘The Muhammads’ AQUI, e conheça o trabalho no INSTAGRAM
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