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Refrigerante: Será que podemos tomá-lo sem culpa? Até onde ele prejudica nossa saúde?

Dra. Carol Jacobs

04 Set 2018 - 10:51

Refrigerante: Será que podemos tomá-lo sem culpa? Até onde ele prejudica nossa saúde?
Os refrigerantes existem há quase 130 anos e, no Brasil, está entre os cinco alimentos mais consumidos do país, à frente de qualquer tipo de carne, fruta ou verdura, segundo dados do IBGE. Imaginem que o nosso churrasco é menos consumido que um refrigerante, uma bebida com valor nutricional insignificante. A pesquisa feito pelo IBGE mostrou que a população ingere mais de 100 ml per capita todos os dias, cerca de um terço de uma latinha.

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Os refrigerantes, independente de serem, "diet", "light" ou "zero" são conhecidos por ser uma bebida muito apreciada, porém contém inúmeras substâncias que causam danos ao organismo.

A bebida não causa danos tão sérios como a relação do uso de cigarros, contudo, não há nada a favor dos refrigerantes e por isso a família brasileira deve restringir a ingestão diária.  É composta basicamente de água e açúcar. Para ter a média de 125 calorias, cada lata teria que ter 30 gramas de açúcar ou duas colheres de sopa cheias.
Os maiores consumidores de refrigerante com açúcar em excesso tende a consumir fast-foods em demasia ou doces em excesso, além de não praticar exercícios físicos.  Ninguém engorda exclusivamente por causa de refrigerante a não ser que esse consumo seja completamente exagerado.  A composição do xarope de milho com alto teor de frutose, é um dos principais causadores da obesidade, pois inibe a leptina, hormônio responsável por informar a saciedade ao corpo.

E a celulite?  A gordura dos quadris, pernas e nádegas gera maior recepção do hormônio feminino, o estrogênio, para o local e este é apenas um fator de indução à celulite, mas esqueça, o refrigerante NÃO CAUSA CELULITE.  O sódio presente na bebida contribui para a retenção de líquidos, podendo aumentar a possibilidade de desenvolverem as temidas celulites.

A bebida açucarada estimula a produção de dopamina (hormônio do prazer) pelo cérebro, mas em quantidades semelhantes a outros alimentos que traz prazer e satisfação. Mas pesquisas recentes, indicam que obesos precisam consumir mais calorias para a mesma produção de dopamina, consequentemente, ingerem em maior quantidade.

É riquíssimo em fósforo, atrapalhando a absorção de cálcio adequadamente, aumentando as chances de desenvolver osteoporose.  O ácido fosfórico  é causador de pedras nos rins e problemas renais.

Traz inúmeros danos aos dentes como cáries pelo excesso de açúcar, e um desgaste no esmalte dentário pelos ácidos ali presentes, que também prejudicam o Ph alcalino do estômago, aumentando a possibilidade de desordens gástricas como esofagite, gastrite, doença do refluxo.

O consumo diário de mais de duas latas e meia de refrigerante, ou cerca de 850ml, todos os dias, aumenta risco de hipertensão arterial.

Durante a gravidez pode trazer desconforto abdominal, intensificar a retenção de líquidos e contribuir para o aumento de peso, além disso, os refrigerantes à base de cola, possuem muita cafeína, que durante a gravidez não pode ultrapassar 200 mg por dia, o que equivale a 2 xícaras de café ao dia.  No período de amamentação, precisam ser evitados, pois a cafeína em excesso pode passar para o leite materno e provocar distúrbios do sono e agitação no bebê.

Já nas crianças, pode prejudicar o desenvolvimento físico e mental, assim como predispor ao aparecimento de obesidade e a diabetes na fase adulta.  Os refrigerantes devem ser excluídos da alimentação do bebê.

A melhor forma de evitar que seus filho bebam esse tipo de bebida, é dando o exemplo familiar, não comprando e bebendo, principalmente na frente de seus filhos. Lembrem-se que eles terão anos pela frente para desfrutarem de refrigerantes, caso um dia queiram. Somos responsáveis pelo crescimento saudável dos nossos filhos.


*Dra. Carol Jacobs é formada em Medicina pela Faculdade do Planalto Central (UNIPLAC) em Brasília no ano de 2008. Pós-graduada em Geriatria pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais e pós-graduada em Nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). Capacitada em Nutrologia Esportiva, Suplementação alimentar do sedentário ao atleta, Nutrologia Geriátrica, Fisioendocrinologia Muscular, Ergogênicos e Obesidade.

3 comentários

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  • Vanderlei
    12 Out 2018 às 13:00

    Sabemos que faz mal. Mas é tão bom nesse calor né ? Um refrigerante de limão bem geladinho

  • observo
    05 Set 2018 às 15:19

    Graças a deus me livrei desse mal, sei que vou morrer de qualquer forma, mas não por maleficios desta bebida!

  • Mecânico Trucudão
    04 Set 2018 às 13:56

    Tomo uma garrafa de concan cola no almoço e outra na janta.

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