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Mochileiro, matemático toca violino no semáforo em Cuiabá e junta dinheiro para seguir viagem

Da Redação - Isabela Mercuri

28 Set 2018 - 16:29

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Mochileiro, matemático toca violino no semáforo em Cuiabá e junta dinheiro para seguir viagem
Quando terminou a graduação em matemática, em dezembro de 2017, o paulista Quimuel Matias de Jesus, 20, decidiu que ia se ‘jogar no mundo’ antes de ingressar de vez na carreira. Colocou seu violino – que tinha recém aprendido a tocar – nas costas, junto a muita coragem, e simplesmente foi. Neste mês, ele está em Cuiabá, de onde pretende viajar para outros países da América do Sul, sempre ganhando dinheiro tocando algumas notas enquanto o semáforo não muda de vermelho para verde, nas diversas ruas pelas quais já andou.

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O ‘mochileiro’ começou sua aventura em janeiro deste ano, e desde então já passou por Balneário Comboriú, Porto Alegre, Joinville, Curitiba, Londrina, Maringá, Rio de Janeiro, interior de São Paulo, São Luís do Maranhão, Fortaleza, Belém, Recife, e agora está Cuiabá há duas semanas. O objetivo é conhecer Chapada dos Guimarães e, depois, seguir para o deserto de Uyuni, na Bolívia, Montevideo e Buenos Aires.

Quimuel aprendeu a tocar violino para pagar as últimas mensalidades da graduação, na faculdade Estácio de Sá. “Fiz umas aulas a princípio, depois fui desenvolvendo as técnicas sozinho. Ainda não está perfeito, tem que melhorar muito, mas a princípio era só pra terminar de fazer a faculdade, eu nem pensava em tocar viajando”, contou. A vontade de viajar era antiga e, como ele conseguiu se sustentar com o violino durante a graduação, apostou na ideia também nas viagens.



O conhecimento matemático também ajudou. A cada cidade que passa, o mochileiro consegue fazer um planejamento do tempo que precisará ficar trabalhando, e do tempo que vai conhecer e passear. “Depende dos meus interesses na cidade. Quando é uma cidade muito boa pra faturar, eu procuro ficar um pouco mais e fazer uma economia, pra caso eu entre em uma cidade que as pessoas não contribuam tanto”.

Segundo ele, Cuiabá tem sido um dos melhores lugares para ganhar dinheiro. Diariamente, Quimuel fica de cinco a seis horas tocando no semáforo, e divide sua rotina: de manhã, o que fatura vai para a alimentação e estadia onde está; à tarde, o que ele fatura é economizado, para cidades onde não vai conseguir ganhar tanto.

A viagem deve continuar até março de 2019. Depois disso, o matemático quer fazer mestrado em Ciência da Educação, ou ir pra Europa e continuar tocando por lá. Por enquanto, agradece aos que o recebem tão bem. “Eu amo o pessoal de Cuiabá. No Brasil todo é a melhor experiência que eu estou tendo tocando na rua, o pessoal é bem adepto a isso e fica contente”, comemora.
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