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Quarta-feira, 24 de julho de 2019

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Arquitetos criam ‘vaquinha’ para construir casa para senhora que vive com cinco netos em condições insalubres

Da Redação - Isabela Mercuri

12 Jun 2019 - 11:05

Foto: Divulgação

Casa de dona Jolina em Várzea Grande

Casa de dona Jolina em Várzea Grande

*Atualizada dia 19/06, às 09h08: Após a publicação dessa matéria, a 'Vaquinha' foi cancelada pelo grupo que a criou, a pedido da família. O Olhar Conceito apagou as fotos que apareciam de alguma forma a feição das crianças. Leia a nota ao final da matéria. 

Cinco crianças, de 4,5,6,7 e 16 anos, vivendo com a avó. Amor não falta, mas as condições da casa assustaram a arquiteta Marina Zanchet Martelli quando visitou a família para doar cestas básicas. Olhando o chão de terra, o telhado furado, a estrutura frágil e o acúmulo de objetos pegos no lixão para ‘um dia, quem sabe’ fazer uma reforma, ela percebeu que só uma simples doação não seria suficiente. Foi aí que, junto a outros colegas de profissão, decidiu criar uma ‘vaquinha virtual’ para tentar construir um novo lar para Dona Jolina, de 69 anos.

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Marina chegou até Dona Jolina por meio de uma amiga. “Ela me falou dessa senhora, disse que precisava muito. Ela trabalhava na casa dela como lavadeira muitos anos atrás, e por acaso ela tinha ido pedir óleo para cozinhar. Eles compraram e foram levar, mas quando viram o estado da casa, falaram comigo”.

A arquiteta fez uma primeira visita levando alimentos e roupas, mas sentiu a mesma sensação de impotência. Diante de tamanha pobreza e perigo iminente de até mesmo uma tragédia, decidiu fazer mais. “A casa não tem piso, o telhado está todo furado. Ela mesma construiu com um rapaz, então tem tijolo do lado certo, tijolo de outro lado... a impressão é de que a casa vai cair mesmo“. O que mais chamou a atenção de Marina neste primeiro dia foi o acúmulo de objetos. “Ela vai pegando coisas do lixão, porque a ideia era ampliar a casa. Mas acabou acumulando muita coisa, e não tem banheiro, não tem água encanada...”, lamenta.

Projeto

Depois do primeiro contato, Marina falou com alguns colegas que tinham se formado com ela e, juntos tiveram a ideia de abrir um Instagram para divulgar o projeto e pedir doações. “Abrimos o instagram numa sexta-feira e eu já tive dois depósitos na minha conta, mas não queria porque gera muita desconfiança. Na sexta-feira a noite mesmo a gente fez a vaquinha, e sábado já tínhamos uma doação bem legal”.

Os amigos fizeram uma avaliação estrutural da casa e concluíram que terão que construir a nova residência do ‘zero’. Da atual, não é possível aproveitar nada. Em um primeiro orçamento, calculando por metro quadrado, chegaram a um custo de R$100 mil para os materiais e a mão de obra. (Veja o projeto ao lado).

No entanto, desde que começaram o projeto, eles já conseguiram doações de alguns materiais, como piso. E eles mesmos doaram o projeto arquitetônico. Em breve, farão outro orçamento para chegar num custo do que ainda falta. “O que nós conseguirmos fazer, como reboco, pintura, a gente garante, mas a parte de construir a casa, não garantimos”, afirma Marina.

Dona Jolina mora com os cinco netos na casinha, que fica no bairro Construmat, em Várzea Grande. Quatro deles frequentam a escola, e o mais novo fica com ela em casa. Aposentada, ela tem uma renda de cerca de R$900 para sustentar a família, e conta com a ajuda de apenas uma filha.

Quem quiser ajudar o projeto pode doar na Vaquinha Virtual AQUI, ou entrar em contato com os organizadores pelo INSTAGRAM.

Leia a íntegra da nota feita após a publicação da matéria:

9 comentários

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  • Silva
    12 Jun 2019 às 22:31

    Eu gostei da iniciativa, fazer o bem é sempre melhor que o mal, não importa se é para uma pessoa... é o que eles podem no momento... parem de reclamar! Quem não tem dinheiro, ajude com orações e bons sentimentos que tá ótimo!

  • Selma
    12 Jun 2019 às 17:34

    Concordo com Sargento, essa Senhora sim, merecia entrar no projeto minha casa minha vida. Cadê os pais dessas crianças? o conselho deveria fazer uma visitinha para essa Senhora. E por favor! os sem almas, se não vai ajudar, não é obrigado a comentar.

  • Raimundo Severino.
    12 Jun 2019 às 17:19

    Ficam algumas dúvidas,o terreno esta no nome dela. Tem titulo ou escritura??.Pergunto isso, por que senão vem a prefeitura e desapropria. Outra!! se tiver tudo okei, a casa precisa estar no nome dela,senão apareceram,claro depois da casa pronta,alguns interessados,em tomar posse. Exemplo o (os) desaparecidos pais.

  • Luiza Sauber
    12 Jun 2019 às 17:17

    Brasileiro é encostado. Ao invés de trabalhar, prefere pedir.

  • Milton CPA I
    12 Jun 2019 às 14:33

    Nessa crise financeira, impossível ajudar.

  • Areal II
    12 Jun 2019 às 14:26

    ESSES COQUEIROS VÃO SER INSTALADOS? SE NÃO PORQUE NO PROJETO ? ESSES ARQUITETOS NÃO PERDEM ESSA MANIA....MAS ACIMA DE TUDO TEM MEU RESPEITO PELA INICIATIVA...

  • junior
    12 Jun 2019 às 13:56

    o idiota não identificado acima ao invés de doar e ajudar fala merda....

  • Ana
    12 Jun 2019 às 13:09

    Cade a sem vergonha da mãe que pare e larga para avó criar.

  • SARGENTO PINCÉL DO PORCO
    12 Jun 2019 às 11:37

    ASSISTENTE SOCIAL ((((PREFEITURA DE VARZEA GRANDE-MT))) DEVERÁ ENCAMINHAR ELA NO PROGRAMA (((minha casa minha DIVIDA)))) - REELEIÇÃO VEM AI e o FULANO quer REELEGER a PREFEIRA

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