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Bolinha não resiste e morre aos 79 anos após AVC

Da Redação - Thaís Fávaro

05 Ago 2019 - 14:58

Foto: Rogério Florentino/ Olhar Direto

Bolinha não resiste e morre aos 79 anos após AVC
O saxofonista João Batista de Jesus da Silva, conhecido como "Bolinha", de 79 anos, faleceu no inicio da tarde desta segunda-feira (5), após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) no sábado (3). Bolinha foi levado às pressas para um hospital particular de Cuiabá, onde permaneceu internado em estado grave até o inicio desta tarde. Bolinha era um dos precursores do rasqueado.  

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O músico estava com a saúde debilitada desde o ano passado, quando começou a sentir fortes dores de cabeça e precisou ser internado. A esposa do Bolinha, Santina da Silva informou que até a manhã desta segunda-feira (5), a família estava em campanha de oração pela recuperação do músico.
 
Cuiabano simples e muito acolhedor, Bolinha é filho do Mestre Albertino e Dona Enedina Fernandes da Silva, ele contou em entrevista ao Olhar Direto que já nasceu com o dom musical. Seu nome foi uma escolha do pai, que resolveu homenagear o santo do dia em que ele nasceu (23 de junho), dia de São João Batista.

“Acho que a música vem desde quando eu nasci, segundo mamãe, às 8h da noite, na festa de Dona Maria, era o peixinho da festa, que estava pulando na barriga dela.” A música teve grande influência na sua família, principalmente por causa do pai, que sempre ensaiava em casa, com a banda Às de Ouro. “Na minha família, as mulheres são professoras e os homens somos tudo da parte musical. Um toca pistão, eu toco saxofone, outro toca contrabaixo, e outro tocava pancadaria”, afirma Bolinha, que já sentia a música dentro de si desde os 5 anos, quando o pai o levava para os ensaios e o menino João se emocionava com as músicas que a banda do exército tocava, a qual seu pai fazia parte.

Bolinha do iê-iê-iê

Na década de 60, Bolinha fazia parte da banda Lenha, Brasa e Bronca. Os integrantes eram considerados os Reis do Iê-iê-iê, que tocavam Beatles e músicas da Jovem Guarda. Foi em uma viagem a Campo Grande, com essa banda, que surgiu  o famoso apelido. “Fui para lá e comecei a tocar, fiz sucesso, e como tinha muita rixa naquele tempo, o pessoal não gostava de ver cuiabano sendo mais famoso, isso foi antes da divisão do estado. Tinha uns jornalistas que resolveram me apelidar com nome de cachorro como uma forma de me diminuir, só que o apelido pegou, e eles acabam ficando sem graça depois disso”. Mas sua esposa tem outra versão para o apelido, disse que o esposo foi magro, e quando voltou tinha engordado, e estava como uma bolinha.

O último CD que lançou, Lembranças dos 73 anos do Mestre Bolinha, é um mix de tudo o que já fez, tem rasqueado, bolero, lambada. O músico tem um pedido a alguns de seus antigos alunos, hoje o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, e também para o governador do estado, Pedro Taques. “Eu gostaria de pedir para eles olharem mais para Cuiabá, essa cidade linda e arrumem a casa para poder ajudar o povo dessa cidade maravilhosa”, finaliza.
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