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Após AVC

Adeus a Bolinha: João Eloy lamenta perda de espaço no rádio e Pescuma planejava show com o amigo

Da Redação - Thaís Fávaro

06 Ago 2019 - 10:05

Foto: Reprodução

Pescuma e João Eloy lamentam morte de saxofonista Bolinha

Pescuma e João Eloy lamentam morte de saxofonista Bolinha

Diversas personalidades conhecidas do público cuiabano se pronunciaram sobre a morte de um dos maiores ícones da cultura regional, o saxofonista João Batista de Jesus da Silva, conhecido como "Bolinha", que morreu na tarde de segunda-feira (5), aos 79 anos de idade em decorrência de um AVC. O cantor e apresentador Pescuma se emocionou ao lembrar do amigo de longa data e o cantor João Eloy afirmou que Bolinha merecia mais reconhecimento pelo nível de artista que era. O prefeito Emanuel Pinheiro disse que Cuiabá e Mato Grosso perdem um grande artista.

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Bolinha era filho do Mestre Albertino e Dona Enedina Fernandes da Silva. Seu nome foi uma escolha do pai, que resolveu homenagear o santo do dia em que ele nasceu (23 de junho), dia de São João Batista. O músico estava com a saúde debilitada desde o ano passado, Bolinha precisou ser internado às pressas, no último sábado (03), após ter sofrido um Acidente Vascular (AVC).

O cantor e apresentador, Pescuma, lamentou a morte do amigo e ex-companheiro de banda. “O Bolinha é um dos maiores ícones da musica mato-grossense e muita gente boa que faz sucesso hoje passou pela mão dele, eu mesmo durante muitos anos, tive uma banda com ele, era Bolinha, Pescuma e Ventrecha de Pacú. A nossa especialidade sempre foi o rasqueado cuiabano e as festas de santo, fizemos muitos e muitos shows”, lembra.

Bastante emocionado, Pescuma conta que na última sexta-feira (2), almoçou com o amigo e fizeram planos de tocarem juntos novamente. “A gente combinou de fazer um show nesse final de ano e para o ano que vem tinha uma programação para os 80 anos de vida dele, almoçamos e demos risada, passamos bons momentos juntos, já era uma despedida dele praticamente. Ele deixa um legado de alegria, fé, de energia boa e de amor pela música. São Benedito vai dar um bom lugar para ele”, diz.

O cantor e compositor João Eloy, conhecido como Doutor do Rasqueado, contou para o Olhar Conceito a importância que Bolinha teve no rasqueado mato-grossense e afirma que as rádios deveriam valorizar mais os músicos regionais. “Os poderes deveriam prestar uma homenagem contundente para o Bolinha, parece que estão querendo negar a nossa história, estão querendo esquecer de onde que nós viemos, para onde nós vamos e quem nós somos. As rádios não tocam nossas músicas, é uma injustiça muito grande, quem sabe essa perda sirva de alerta para os programadores das rádios que estão fissurados no sertanejo universitário, hoje estão de costas para a nossa música. Isso é muito injusto com um músico do quilate do Bolinha”, desabafa.

João Eloy gravou diversos CDs com a participação do Bolinha e afirma que a morte do músico deixará uma lacuna que nunca será preenchida no Estado. “Ele era um cara eclético, tocava Jazz, tocava blues, enfim, realmente é um ícone da cultura cuiabana. Ele começou tocar aos 10 anos de idade, foram mais de 60 anos dedicados ao rasqueado”, diz.

O prefeito Emanuel Pinheiro também se manifestou e lamentou profundamente o falecimento do músico. “É com muito pesar que recebemos a notícia do falecimento desse grande músico que por onde passava animava o público, com seu jeito alegre, ao som do seu saxofone quando executava os tradicionais rasqueados cuiabanos. Não só Cuiabá como Mato Grosso sentirá um enorme vazio com mais essa perda”, disse o prefeito Emanuel Pinheiro.

"Infelizmente não há palavras que possam amenizar a dor da perda. Meu desejo, contudo, é de que encontremos em sua história força para seguirmos em frente e mantermos a sua memória sempre viva", finalizou o prefeito.

A Secretaria de Cultura do Estado de Mato Grosso emitiu uma nota sobre o falecimento do músico. “É com imensa tristeza que comunicamos o falecimento do saxofonista João Batista Jesus da Silva, o Mestre Bolinha, um dos grandes expoentes da cultura mato-grossense.

Filho do lendário Mestre Albertino e de Dona Enedina Fernandes da Silva, Bolinha, que regeu a banda da então Escola Técnica Federal de Mato Grosso (ETFMT, e atual IFMT) por mais de 35 anos, é um dos grandes responsáveis pela retomada e valorização o Rasqueado Cuiabano.

Bolinha vai deixar muita saudade! No vídeo, uma das últimas (se não a última) apresentação pública deste que é um dos mais importantes arautos da música de Mato Grosso.
 
O local e horário do velório ainda não foram informados pela família. ​
 
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