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Quarta-feira, 18 de setembro de 2019

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Doutora da PUC fala a pais de estudantes do Notre Dame sobre o afeto na educação

Da Redação - Isabela Mercuri

20 Ago 2019 - 08:12

Foto: Divulgação

Doutora da PUC fala a pais de estudantes do Notre Dame sobre o afeto na educação
A doutora em educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC) Emília Cipriano realizou, no último sábado (17), uma palestra para 300 pais, avós e responsáveis pelos estudantes do Colégio Notre Dame de Lourdes, falando sobre o papel de ‘afetar-se’ com as pessoas que o educador tem – seja ele professor, família ou comunidade em geral.

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Emília, que é mestre em Psicologia da Educação (PUC/SP), Pedagoga e Assistente Social, fez questão de falar sobre o papel que quem educa tem de afetar-se com as pessoas em relação a sua dignidade, sua construção histórica, e respeito às diferenças.

Segundo a diretora do colégio, Irmã Marluce, o Notre Dame tem um calendário anual de palestras e cursos tanto para professores, demais funcionários, quanto para os pais, responsáveis e alunos.

 Mariana Cillo, mãe da Fernanda, de 10 meses, e Geórgia Barbosa, mãe do Pedro, de 11 meses, ambos do Berçário Les Enfants, foi uma das que assistiram à palestra e, inclusive, levou os seus filhos. "Nós precisamos nos manter atualizadas e não apenas buscando informações na internet, mas participando de palestras com especialistas que possam nos orientar, como esta que está acontecendo hoje", disse.

A palestra

Emília explicou, em sua fala, que o ‘afetar-se’ começa já dentro da barriga da mãe. “Toda construção da emoção, da relação, da chegada a este espaço, da interação das pessoas, é uma aprendizagem humana, e dentro do desenvolvimento humano a família é determinante", disse.

Para ela, a família não pode abrir mão deste papel essencial, a escola passa por outro processo, de especificidade, em que é necessário um diálogo profundo e sensível entre as partes.  

“Quanto mais a gente sintonizar, mais sentido vai fazer tudo o que estamos fazendo. É claro que teremos diferenças a serem tratadas, saberes próprios de cada um, já que a criança vem com uma história, mas a escola também tem princípios, valores, e isso tem que ser conectado o tempo todo, até pela articulação de vida, de movimento em sincronia com a vida".

Para Emília, apesar de a escola ser uma prestadora de serviço, ela pode fazer um chamado à reflexão, assim como o Colégio Notre Dame faz trazendo a palestra. "A proposta pedagógica de uma escola ela [fica] manca, perde um de seus pilares se não promover essa interação com a família", alerta. “Tem que haver esse respeito. Mas, por parte da família tem também que haver um código ético no sentido de que quando tiverem diferenças isso tem que ser tratado no mundo dos adultos e não das crianças”, completa.

3 comentários

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  • Daniel
    21 Ago 2019 às 15:35

    Provavelmente a Doutora não sabe a realidade de uma sala de aula, principalmente em uma escola pública.

  • Julio Silva
    21 Ago 2019 às 15:23

    A Doutora em Saúde tem que dar palestra em escolas públicas. Não é motivo de orgulho palestrar numa escola particular, onde poucos tem acesso.

  • ANA MANFIO
    20 Ago 2019 às 10:59

    Sou ex-aluna e meus filhos continuam estudando lá. É a maior nota no ENEM de Mato Grosso, depois de SINOP!

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