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Terça-feira, 22 de outubro de 2019

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Coletivo gay de MT lança curta sobre história real de mãe que matou e queimou filho por homofobia

Da Redação - Isabela Mercuri

05 Set 2019 - 08:13

Foto: Divulgação

Coletivo gay de MT lança curta sobre história real de mãe que matou e queimou filho por homofobia
O Coletivo Gay de Mato Grosso (Cagay-MT) lançou, nesta quarta-feira (4), o último episódio da série ‘Casos da Vida Real’. ‘Para Sempre Renato’ é um curta-metragem que conta a história real de Itaberlly Lozano, que foi morto a facadas e queimado pela própria mãe em Cravinhos, interior de São Paulo. O caso aconteceu em 2017, e o crime teria sido motivado por homofobia.

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A segunda temporada da série ‘Casos da Vida Real’ foi lançada há cerca de um mês, com os episódios ‘Rosalino’, ‘A ilha’, e ‘No íntimo’.  A dramaturgia e a direção são de Elton Martins.

Este último episódio conta a história de Itaberlly Lozano, que tinha 17 anos quando foi assassinado. O crime aconteceu na casa onde ele morava com a mãe, dia 29 de dezembro de 2017. Tatiana Ferreira Lozano Pereira, de 32 anos, confessou ter matado o filho, e afirmou que havia um histórico de conflitos com o filho, que era homossexual e, segundo ela, usuário de drogas.

Assista ao curta:



Outros episódios

“Rosalino”, a primeira história, foi inspirada na história de um jovem cuiabano Renan Silva que teve sua vida marcada pela atrocidade do irmão e ao mesmo tempo pelo amor de sua mãe e irmã.

“A Ilha”, segundo episódio, é inspirado na vida do diretor Elton Martins, que veio de uma comunidade rural no interior de chapada dos Guimarães. Ele fez um curta gay rural, contando a história de amor de dois jovens, gravado totalmente na região do lago do manso.

Já o terceiro episódio focou em depressão, depois de a equipe do coletivo colher informações e depoimentos de pessoas que fazem parte de diferentes grupos de apoio. A história focou nos dilemas de um jovem gay depressivo e suas limitações e vontades mais intimas.

Cagay-MT

Liderado por Elton Martins, o coletivo foi criado inicialmente em 2015, para a produção de outra série, na época chamada de ‘Série de Lá’. Quando já estavam com todo o conteúdo gravado, e já tinham gasto R$5 mil, no entanto, eles foram boicotados.

Em abril, conseguiram viabilizar a ‘Minha Família’, que contava a história de ‘Zé’, que após a morte de sua mãe, cuida de seus dois irmãos, Fatinha, de dezesseis anos, e Zézinho, de oito. A série abordava a homofobia, o HIV, a intolerância religiosa e a liberdade sexual feminina.

Já em setembro, foi a vez de ‘Procura-se Bichas’, que contava a história de João e Diego, que criam uma página no Facebook com a ideia de ajudar e reunir as bichas de Cuiabá, capital do Mato Grosso. O Cagay ainda produziu ‘Casos da Vida Real’ e ‘D’Lá’.

2 comentários

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  • Mr. A
    10 Out 2019 às 03:43

    Concordo com o comentário do Paulo Correa. Histórias com temática LGBT sob um olhar otimista está muito em falta. Histórias que mostram que com uma boa estrutura familiar crianças e adolescentes LGBT podem ter um crescimento saudável e um futuro próspero, exatamente como crianças cis hétero. É claro que pessoas LGBT ainda sofrem muito dentro e fora de casa e a arte reflete essa realidade, mas também deveria mostrar como poderia ser diferente, o que para algumas pessoas pode ser até mais educativo. Se soubessem fazer, poderiam até contar os dois tipos de realidade em uma mesma obra eu gostaria muito de ver obras nacionais do tipo.

  • Paulo Correa
    05 Set 2019 às 08:48

    Sou solidário a causa. Porém, seria tão mais educativo se produzissem um filme da mãe que sempre apoiou o(a) filho(a)... Histórias "UP"... Chega de filme de violência. Mostre o lado bom da coisa... De como são competentes, finos, educados, preparados para essa nova sociedade. Dica: o próprio nome do coletivo poderia ser menos agressivo. Boa sorte galera!

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