Olhar Conceito

Sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Notícias / Comportamento

Elefanta 'Ramba' chega ao Brasil de avião e segue para Chapada nesta quarta-feira

Da Redação - Isabela Mercuri

15 Out 2019 - 10:19

Foto: Reprodução / Facebook

Ramba ainda no Chile

Ramba ainda no Chile

A elefanta Ramba chega ao Brasil nesta quarta-feira (16), após uma campanha de arrecadação bem-sucedida, feita pelo Santuário de Elefantes Brasil (SEB). Seu desembarque, vindo do Chile, será às 6h30 da manhã em Viracopos, Campinas (SP). De lá, segue para Chapada dos Guimarães por terra. No total, foram arrecadados R$250 mil em doações e parcerias para o transporte do animal. 

Leia também:
Campanha de arrecadação para vinda de elefanta chilena só tem 23% do valor necessário

Ramba foi comprada em 1980 na Argentina e levada para vários circos, onde vivia acorrentada e era forçada a obedecer ordens e participar das apresentações. Em 2012, a ONG chilena Ecópolis soube que a elefanta estava no Chile com um circo e começou uma campanha para resgatar o animal. Após conseguirem uma ordem judicial, Ramba foi removida e levada ao Parque Safári Rancágua, onde permanecia em um pequeno celeiro.
 
No entanto, o espaço ainda não era adequado para ela. Além de sofrer com os invernos rigorosos no Chile, ela era uma elefanta solitária, possui abcessos recorrentes na pata dianteira e tem comprometimento renal e hepático, necessitando de dieta e suplementação adequada. Além disso, no Safári, a passagem de água natural para o recinto de Ramba, foi cortada.
 
A vinda da elefanta de avião se deveu à localização do Parque Safári, em Rancágua, no Chile, atrás da Cordilheira dos Andes. A caixa de transporte foi construída no SEB, para o transporte das primeiras habitantes, Maia e Guida, em 2016, mas teve que passar por reformas no teto, reduzindo a altura em cerca de dez cm, para que coubesse no avião.
 
Segundo o G1, para receber a elefanta será necessária uma operação especial, que vai durar seis horas e contar com empilhadeiras, guindaste de até 30 toneladas, empilhadeiras e uma equipe de 30 pessoas trabalhando. Ramba viaja no Boing 744.
 
No Santuário, ela vai se unir à Rana e Maia. Em junho deste ano, Guida morreu, quase três anos depois de chegar a Chapada. O SEB foi criado pela publicitária Junia Machado. Sua preocupação com estes animais é antiga e, após muita pesquisa, em parceria com a ONG Elephant Voices e com o Santuário do Tenessee, ela encontrou a área para realizar seu sonho.

Sua implantação e funcionamento contam com apoio de duas instituições internacionais dedicadas a elefantes. A Global Sanctuary for Elephants (GSE) dá suporte à implantação de santuários e treinamento para tratadores. A ElephantVoices pesquisa comportamento de elefantes na natureza.

Toda a manutenção do projeto vem de doações e a colaboração pode ser feita de diversas maneiras e com qualquer valor.

15 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Olhar Conceito. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Olhar Conceito poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • Chico Bento
    16 Out 2019 às 09:42

    Cadê meu comentário? Quando se fala a verdade vocês não publicam é?

  • MARIA
    16 Out 2019 às 08:55

    Seja bem-vinda, Ramba! A coitadinha sofreu tantos abusos e torturas desde filhote que merece uns anos de paz e dignidade em sua velhice.

  • Edilson
    16 Out 2019 às 08:43

    São animais de dificil reprodução e estao em locais grandes e cercados nenhum impacto e sim ajudam na preservação pois a area deles não pode ser vendida.

  • MOISÉS
    15 Out 2019 às 16:50

    Como..???? eu fazer doação...?? tá.. esperem bem sentados.....!!! não vai ter gente lucrando com minha doação..... nunca

  • Maria da Conceição Almeida
    15 Out 2019 às 14:43

    É um absurdo o que esses proprietários dessa ONG de elefante estão fazendo : tirar.os bichos dos circos e traza-los para Mato Grosso. E se eles forem transmissores de moléstias que afetam nosso rebanho bovino ? E se forem potencializadores da febre aftosa, do mal da vaca louca, da brucelose e muitas outras doenças que podem atingir nossos rebanhos e, por conseguinte, nossa economia e empregos . O Indea não tem técnicos gabaritados para diagnosticar, tratar e nao deixar difundir moléstias de elefantes. Se essa ONG tivesse boa intenção, levaria esses animais para África e Ásia. Cadê o Estado para tomar providências ?

  • Douclair Vielmont
    15 Out 2019 às 14:33

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • gilberto
    15 Out 2019 às 14:20

    Nossa! as crianças sem escola adequadas ou os doentes sem atendimento necessário ou os pobres sem teto ou sem trabalho estão exultantes! Que atitude inteligente, trazer mais um animal do outro lado do mundo pra morrer ou melhor pra enterrar aqui pois praticamente morta já está! qual a mente prodigiosa e privilegiada teve essa ideia? Precisa ser colocada nos anais!

  • Edgar
    15 Out 2019 às 14:15

    Porque não estenderam o vôo até Cuiabá? Seriam só mais duas horas. Agora a paquiderme vai ter que se submeter a uma viagem de, no mínimo 24 horas, até chegar ao seu destino final. Mais cansada. Mais estressada. Se é pra fazer as coisas, que se faça da melhor forma.

  • Rubens
    15 Out 2019 às 13:54

    Já pensou se cruza com uma capivara, vai nascer uma CAPIFANTA kkkkk Brincadeiras à parte, seja bem vinda Ramba.

  • LUIS
    15 Out 2019 às 13:36

    Vejo aqui o pessoal falando em "dano ao meio ambiente" sem nem conhecer como funciona o santuário. Os elefantes ficam numa área controlada- não invadem áreas externas ao santuário, sendo, portanto, o impacto ambiental muito pequeno.

Redes Sociais

Sitevip Internet