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Terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

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‘Museu do Videogame’ atrai mais de 17 mil pessoas e oferece de relíquias a realidade virtual

Da Redação - Isabela Mercuri

18 Out 2019 - 16:33

Foto: Olhar Conceito

‘Museu do Videogame’ atrai mais de 17 mil pessoas e oferece de relíquias a realidade virtual
Desde o último dia 5 de outubro, o público do Goiabeiras Shopping aumentou exponencialmente, graças a uma mistura de nostalgia e tecnologia: o museu do videogame. Criado pelos irmãos Claudio e Cleidson Lima, o projeto venceu um prêmio nacional do Ministério da Cultura, como ‘museu mais criativo do ano’ e, desde 2014, já percorreu mais de 40 cidades.

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“O museu nasceu de um DR do meu irmão com a esposa dele”, contou Claudio ao Olhar Conceito. “Ele é colecionador e pregava os games na parede de casa. Mas quando tinham dez videogames era uma coisa, passou de 80, começou a complicar... Um belo dia de faxina, ela olhou e disse: ou você tira tudo isso de casa ou você e os videogames vão todos para o latão. E aí a gente criou a ideia de fazer o evento, que no início só aconteceu em Campo Grande”.

Claudio com um exemplar do primeiro videogame do mundo (Foto: Olhar Conceito)

No museu estão expostas raridades como uma réplica do protótipo do primeiro videogame do mundo, feito por um designer – o original está no Museu de História Americana; o primeiro videogame do mundo, o Odyssey, de 1972; e o primeiro fabricado no Brasil, o Telejogo Philco Ford, de 1977.

Além destes, as outras relíquias estão organizadas por ‘famílias’ em diferentes biombos. Em cada biombo, um da família – segundo Claudio, o mais ‘estrombótico’ é escolhido para ficar exposto em um cubo de acrílico.

As grandes estrelas do museu, no entanto, são os games disponíveis para jogar. “Todos aqueles que a gente sabe que tiveram vendas comerciais altíssimas, nós temos para jogar. Os outros, nós temos videogames que muitas vezes a pessoa nem passou perto, nem sabia que existia. E aí temos para eles visualizarem e conferirem a história”, explica o idealizador.

Dentre os disponíveis estão, por exemplo, Atari, Super Game, Odissey, MegaDrive, Super Nintendo, Dreamcast, Nintendo 8bits e Master System, e também o primeiro fabricado no Brasil, que além de estar exposto, pode ser jogado. Para os que preferem os modernos, o Museu possui Nintedo Switch, Playstation, Nintendo WiiU, Xbox One X, e o de realidade virtual da Playstation VR.

“A gente alinha a modernidade com os mais antigos, e consegue atender várias gerações. Mas o bacana é que, muitas vezes, o mais novo está mais a fim de conhecer o Atari do que jogar um Playstation, porque ele tem esse videogame em casa, e o pai também quer mostrar para ele como jogava há 30 anos. E isso é bacana, você vê a interação de pai e filho, de avô com filho”, explica Claudio.

Para atrair ainda mais público, o Museu também promove campeonatos de games, encontro de K-Pop, de Cosplay, Cospet, e uma competição de Just Dance, que terá sua final no próximo domingo – último dia da exposição no shopping.



Segundo a gerente de marketing do Goiabeiras Shopping, Aline Ferraz, desde o início a exposição já foi visitada por mais de 17 mil pessoas de todas as idades. “Esse ano a gente faz 30 anos, e é uma forma de a gente retribuir, como presente, trazendo ações inéditas e maiores para Cuiabá. E é um evento que une todas as gerações, a gente queria trazer essa história para o público”, afirma.

O Museu do Videogame fica no Goiabeiras Shopping até o próximo domingo, dia 20 de outubro, e todas as atrações são gratuitas e abertas ao público das 15h às 21h. Para jogar, basta pegar o controle e se divertir – ou pedir ajuda a um dos instrutores que estarão por perto.

1 comentário

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  • Mario Toledo
    19 Out 2019 às 09:06

    Geração vegetal. Não trabalham. Não estudam. Não saem de casa sugando aposentadoria de pais e avós. Geração mimada.

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