Olhar Conceito

Quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Notícias / Artes visuais

Exposição sobre resistência Bóe-Bororo promove reflexão sobre os 300 anos de ataque aos indígenas

da Redação - Isabela Mercuri

10 Dez 2019 - 08:02

Foto: Piebaga / Rota do Oeste

Exposição sobre resistência Bóe-Bororo promove reflexão sobre os 300 anos de ataque aos indígenas
Uma exposição de curta duração sobre os Bóe / Bororo abre as portas nesta terça-feira (10) no Museu Rondon de Etnologia e Arqueologia (MUSEAR), localizado na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A abertura contará com uma mesa redonda com Adriano Boro Makuda, Felix Adugo Enau, Liberio Uiagumeareu, Maria Alizandra Lopes Torekureuda e Osmar Rodrigues Aroenoguaijiwu.

Leia também:
Mostra de cenas da Escola de Teatro da Unemat traz espetáculos sobre necropolítica

De acordo com a assessoria, o objetivo da mostra é promover uma reflexão a respeito da presença indígena Bóe/Bororo na cidade Cuiabá e região. “Ao mesmo tempo em que se comemora (cujo sentido é lembrar juntos) os 300 anos da fundação da cidade de Cuiabá, é preciso não esquecer ou silenciar os 300 anos do ataque à primeira aldeia Bóe e o assassinato e violação de dezenas ou centenas de pessoas daquela etnia”. Além da mesa redonda, a exposição apresenta fotografias do renomado fotografo e produtor cultual Antônio Carlos Banavita.

Ainda segundo os organizadores, nestes três séculos os Bóe construíram uma “história com diferentes formas e estratégias de resistências, persistindo na luta em defesa da vida, de sua identidade étnica e de seus territórios, e a marca dessas resistências e persistência está imbricada no modo de ser cuiabano”.

A mostra faz parte da programação de comemoração ao aniversário de 49 aos de fundação da UFMT, e contou com o apoio da Reitoria da UFMT, Pró-Reitoria de Cultura, Esporte e Vivência (PROCEV), Coordenação de Cultura – PROCEV, Gerencia de Projetos Culturais – PROCEV, Coordenação de Extensão – PROCEV e do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS).

4 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Olhar Conceito. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Olhar Conceito poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • Gonçalina Maria de Lima
    12 Dez 2019 às 08:01

    Quero muito assistir pois já tenho acompanhado e gostou, é este tema abordado com certeza agregara em conhecimento.

  • Realista
    11 Dez 2019 às 09:23

    Tenho informação meu avô paterno era dessa etnia. Não o conheci, pois quando nasci ele já havia falecido. Mas segundo a narração de parentes de minha avó paterna ele vivia no antigo bairro terceiro para onde foi morar quando saiu da aldeia e se casou com minha avó. Diziam os antigos parentes que ele era uma xamã.

  • Cramulhão
    10 Dez 2019 às 11:32

    Os Boe fazem parte do cuiabano. Grande parte dos nossos hábitos e costumes são herdados dessa gente simpática, gentil e brava. Muitas palavras também. Tive oportunidade de participar de algumas cerimonias rituais que muito me enriqueceram. São um povo de grande tradição e conhecimento que deve ser amado e respeitado por toda a comunidade. PEMEGA!

  • Chico Bento
    10 Dez 2019 às 09:56

    Coisas da esquerda mentirosa. Os índios no Brasil sempre foram respeitados, com exceção quando eles mesmos realizavam ataques contra os brancos e esses se defendiam. Nos últimos 150 anos foram criados departamentos de ajuda e atenção aos indígenas, hoje representados pela FUNAI. Milhões de hectares de terras foram demarcadas para eles em todo o Brasil. Só o Parque Indígena do Xingu soma 2.700.000 hectares.

Redes Sociais

Sitevip Internet