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Corretora idealiza projeto para levar felicidade para crianças diagnosticadas com câncer

Da Redação - José Lucas Salvani

09 Nov 2020 - 14:56

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Corretora idealiza projeto para levar felicidade para crianças diagnosticadas com câncer
A proprietária de uma corretora de seguros, Carla Soler, há cerca de um ano resolveu idealizar um grupo, chamado Liga da Alegria, que leva felicidade e aconchego para crianças diagnosticadas com câncer no Centro Especializado em Câncer Infanto Juvenil (CECI), anexado ao Hospital Estadual Santa Casa. Ela sempre esteve envolvida em projetos sociais e afirma que quando se encontrou com essa missão, a Carla passou a “não existir”, dando lugar para uma outra personagem, encarregada de levar alegria aos pacientes.

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“Eu sempre tive esse desejo no meu coração. Desde pequena sempre gostei de participar de projetos sociais, mas nenhum relacionado a câncer. Quando me deparei com esse projeto social, me entreguei de corpo e alma. Carla passou a não existir mais. Passou a existir um outro personagem, encarregado de levar alegria”, explica ao Olhar Conceito.

O grupo Liga da Alegria funciona da seguinte forma: toda segunda-feira e quarta-feiram, voluntários vão ao CECI e proprorcionam um café da manhã para as crianças. No dia que a reportagem esteve no local, era aniversário de uma das funcionárias, então a refeição foi muito mais especial com salgadinhos e refrigerante.

Dilma Pereira conta que esse momento é único para a sobrinha Maria, já que ela pode reencontrar amigos que, de certa forma, estão passando pela mesma situação. "É um momento que a Maria Vitória interage com todos, se distrai e esquece daquele momento em que ela tem que tratar. Por mais que ela não entenda corretamente o que está acontecendo, ela tem noção do que sente. É um momento único que eles abraçam as crianças e mães”, conta.



Apesar do Liga da Alegria existir há um ano, Carla trabalha com projetos sociais há cinco anos. Durante três anos desse intervalo de tempo, ela chegou a abdicar seu trabalho enquanto corretora de seguros para poder focar nos projetos. “Eu realizei esse sonho de estar com as crianças e ser útil de alguma forma para amenizar o sofrimento delas”, conta.

“Por um tempo, eu abdiquei esse trabalho por três anos e me envolvi totalmente em outro projeto social, que é onde minha missão findou. Eu senti o desejo de realizar um novo projeto e outra missão, maior, porque a gente trabalha com crianças com câncer, mas se você falar para mim, ‘olha, temos outras crianças especiais, idosos', a gente vai [ajudar] também. O nosso trabalho é humanizar”, explica.

No total, há 120 voluntários ativos espalhados, porém a Liga precisa de ajuda com novos voluntários ou doadores para repassar alimentos, medicamentos, roupas, fraldas e o que mais as crianças precisarem. Para fazer doações, basta entrar em contato com o número (65) 99297-6012 ou acessar o Instagram.

O CECI

Mensalmente, o CECI atende entre 20 a 25 crianças, de recém-nascidos a adolescentes de 18 anos, por mês, mas possui capacidade para 50 pacientes. Atendendo exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em alguns casos as crianças são atendidas periodicamente por cinco anos. Apesar de oferecer um amplo atendimento, com suporte multidisciplinar, a gestora Neyla Aires lamenta que muitas pessoas não conhecem o CECI e, às vezes, alguns casos acabam parando nas UTIs por esperar vaga no Hospital de Câncer, sendo que o CECI conseguiria atender antes do quadro se agravar.

“Nós temos casos de pacientes que não conhecem a clínica e não sabem que a Santa Casa tem esse serviço. Então, o que acontece? Eles ficam aguardando vagas em hospitais ou então em casa, mas a doença avança, prolifera e acaba precisando de UTI. Tenho casos aqui de pacientes que precisaram de UTI e ficaram 31 dias no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) porque não sabiam que aqui também tratava e estavam esperando vaga do Hospital do Câncer”, explica para a reportagem.

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