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Quarta-feira, 28 de julho de 2021

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'Origem Compostagem'

Cuiabana se junta com namorado e cria baldes para transformar restos de alimentos em adubo

Da Redação - José Lucas Salvani

19 Jan 2021 - 09:30

Foto: Reprodução

Cuiabana se junta com namorado e cria baldes para transformar restos de alimentos em adubo
Formada em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Yasmin Rojas Fonseca, de 25 anos, se juntou ao namorado Khayke Botelho Sonohata, de 26 anos, mesma formação, e criou baldes de compostagem para evitar desperdício de restos alimentares, transformando-as em adubo. Somente no ano passado, o casal conseguiu com o seu trabalho evitar que 61 mil quilos de resíduos orgânicos fossem encaminhados para lixões e aterros.

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O processo de compostagem leva cerca de 90 dias para chegar no resultado final, o adubo. São 30 dias para leiria, onde é feito controle técnico de temperatura e umidade. Posteriormente, mais 30 dias maturando, momento em que o resíduo fica “descansando”, transformando-o em adubo bruto. Mais 30 dias e o adubo vira húmus, por meio de minhocas californianas que ficam responsáveis por todo esse processo final.

“Fazemos a gestão desses resíduos orgânicos. A pessoa ou a empresa separa esses resíduos num recipiente com tampa. [Então] trazemos aqui no pátio e fazemos a coleta de acordo com a demanda. [Coleta] comercial é geralmente diariamente ou três vezes na semana, já o residencial pode ser semanalmente ou quinzenalmente”, explica Yasmin ao Olhar Conceito.

Yasmin conta que o negócio surgiu pouco tempo após se formar em Engenharia Civil. Ela já gostava de assuntos ambientais, fez estágios na sua área de formação, mas passou a não sentir tanta afinidade. Inicialmente, ela fazia os processos de compostagem para si e depois passou a investir no negócio, com auxílio do namorado. O negócio completou um ano no último dia 16 de janeiro.

Ao longo de 2020, o casal conseguiu evitar que 61 mil quilos de resíduos orgânicos fossem encaminhados para lixões e aterros. Desta forma, em média 46 mil quilos de CO² não foram emitidos.

Além do balde, há também um potinho. Segundo Yasmin, o novo tamanho visa evitar ainda mais desperdício. No balde, vão as cascas, frutas e verduras, não omitindo nenhum tipo de cheiro, além do alimento predominante. Já no potinho, o cliente coloca o resto de alimentos que podem gerar mal cheio e coloca para congelar. O segundo processo é todo opcional.

“Quando começamos, recebíamos apenas cascas de frutas, ovos, filtros de café e outros. A gente começou a ver que tinha muito desperdício. As pessoas estavam jogando fora os cozidos, arroz, carne e ossos. Então fizemos uma instalação nova para também receber esses resíduos, pensando no conceito de lixo zero”, explica.

O pátio onde o casal faz todo processo fica localizado na estrada para Chapada dos Guimarães (a 60 km de Cuiabá), cerca de 4 km da Fundação Bradesco. O local está sendo reformado para comportar visitas futuras de escolas. “A gente quer trazer as várias pessoas para conhecer as várias formas que dá para fazer [a compostagem]. Estamos organizando nosso pátio para receber [pessoas] assim que passar essa situação. Receber escolas e incentivar a educação ambiental”.

A coleta quinzenal nas residências fica no valor de R$ 40 por mês, enquanto a coleta semanal custa R$ 60 ao mês. Em ambos os planos, está incluso o balde com tampa, sacola compostável feito da biomassa do milho e mandioca, além de uma recompensa por mês, podendo ser adubo ou mudinhas de hortaliças, alface, rúcula, almeirão e outros. Para solicitar o serviço, basta entrar em contato com o Instagram ou pelo telefone (65) 99303-9624.

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