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Quinta-feira, 02 de dezembro de 2021

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NEGÓCIO EM FAMÍLIA

Após ser demitida, mãe se junta a filha para vender roupas de crochê pela internet

Da Redação - José Lucas Salvani

21 Fev 2021 - 08:55

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Após ser demitida, mãe se junta a filha para vender roupas de crochê pela internet
Após ser demitida de seu trabalho, em 2020, Juscimeire Maria de Arruda, ou apenas Meire, se juntou à sua filha, Yasmim Maria de Arruda, para vender roupas de crochê e chinelos personalizados pelo Instagram. Moradoras do CPA, em Cuiabá, as duas enxergam o trabalho como uma nova fonte de renda para a família.

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Meire faz crochê há mais de 20 anos. A técnica foi aprendida pela sua mãe, Sebastiana Maria de Arruda, sua “professora”, como ela conta, ainda adolescente. Meire explica que aprendeu rapidamente a crochetar e fazia suas peças para amigos e familiares, sem o objetivo de alcançar a criação de um negócio. Há cerca de dois anos, ela ingressou como cuidadora de crianças com deficiência em uma escola de Cuiabá, mas devido a pandemia do novo coronavírus acabou sendo demitida.



Após a demissão, a filha, que é analista financeira trabalhando em home office, viu a oportunidade de profissionalizar o trabalho de sua mãe com o crochê. Não demorou muito para que um Instagram fosse criado e as peças passassem a serem comercializadas pelo aplicativo. Para incentivar ainda mais, ela até aprendeu a crochetar, algo que sua mãe há tempos tentava fazer com que ela aprendesse.

“Eu aprendi recentemente. Ela sempre tentou fazer com que eu aprendesse e eu falava: ‘não, deixa quieto, não gosto’. Mas na pandemia ela ficou desempregada e para apoiar e incentivar pensei: ‘não, eu vou aprender para incentivar e engajar’. Não estou nem dois por cento do que elas são. Faço uma peça ou outra. Encomendas é somente com elas”, conta Yasmin, que cresceu rodeada de peças de roupas feitas de crochê pela mãe.



Meire não se sentiu intimidada em investir em um negócio completamente novo. Confiou em sua filha para cuidar do Instagram, enquanto ela e sua mãe, avó de Yasmin, ficaram encarregadas da produção das peças de roupa, que são feitas por encomenda e são personalizáveis. Há blusas, shortinhos e biquínis, com a opção de conjuntos também. 

Yasmin e sua mãe estão se preparando para participar do “Eu Garimpo”, uma feira que reúne pequenos empreendedores de Mato Grosso que trabalham com moda sustentável. A feira, prevista para ser realizada em março, contará também com palestras de empreendedorismo, feira gastronômica, exposição de artes e música.



Entre os expositores, serão selecionados 20 brechós, nos quais cinco não são de Cuiabá, cinco relacionados a alimentação, cinco de artesanatos e quatro de artes visuais. Na inscrição, terão prioridade pessoas com deficiência (PCD), mulheres e mães, pessoas que moram em regiões periféricas e pequenos empreendimentos.

Os expositores de brechó que não são de Cuiabá precisarão pagar a vinda, mas será garantido a eles duas diárias em um hotel, além de translado de ida e volta do hotel para o evento, além de alimentação no dia da exposição. Estes expositores não precisam, necessariamente, morar em Mato Grosso, podendo residir em qualquer lugar do Brasil.

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