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Domingo, 05 de dezembro de 2021

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No Cine Teatro

Veja as obras selecionadas para homenagear 11 artistas no Salão Jovem Arte

Da Redação - José Lucas Salvani

18 Out 2021 - 09:30

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Obra de Nilson Pimenta

Obra de Nilson Pimenta


Em meio ao hiato de cinco anos entre uma edição e outra do Salão Jovem Arte, diversos artistas mato-grossenses faleceram, em especial nos últimos dois anos. Por este motivo, a 26ª edição do Salão resolveu homenagear 11 artistas: Adir Sodré, Benedito Nunes, Clovis Irigaray, Magna Domingos, Marilia Beatriz, Marta Catunda, Nilson Pimenta, Rafael Rueda, Regina Pena, Sebastião Mendes e Valdivino Miranda. Suas obras estão no Cine Teatro.

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Entre os homenageados, Marília Beatriz Figueiredo Leite fazia parte da curadoria do Salão, mas veio a falecer durante o processo por complicações da covid-19. “Além de ter todo um peso para a cultura e arte, tem um peso muito emocional para a equipe. Muitos deles nós conhecíamos e convivíamos”, revela Douglas Peron, que cuidou do projeto expográfico ao lado de Jeff Keese.

Obra de Valdivino Miranda

Não somente Marília Beatriz, mas Valdivino Miranda também se relaciona diretamente ao 26º Salão Jovem Arte. A organização do Salão estava se mobilizando para que Valdivino participasse, mas o destino acabou sendo traiçoeiro e ele faleceu no último dia das inscrições. O artista plástico morreu vítima de um câncer no intestino em agosto.

“Valdivino Miranda foi o último a entrar na lista dos homenageados. No último dia de inscrição, a gente estava tendo uma articulação para ele se inscrever com uma obra - seria uma representação incrível. [Mas] no último dia de inscrição, ele veio a falecer”, conta Douglas em entrevista ao Olhar Conceito.

Obra de Marta Catunda

Inicialmente, a exposição dos homenageados estava prevista para ser realizada no Museu de Artes e Cultura Popular (MACP) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), mas por conta de medidas de biossegurança precisou ser passada para o Cine Teatro Cuiabá. A ideia inicial era trazer uma exposição maior, mas dada a realidade foi optada uma instalação simbólica, com cada artista sempre representado por uma obra.

Retorno em meio a pandemia

O Salão Jovem Arte retornou na primeira semana de outubro após cinco anos em hiato, mas em meio a uma pandemia que ainda afeta inúmeros setores, inclusive a arte que começa a se reerguer. Apesar do dia-a-dia cuiabano e mato-grossense estar voltando ao normal, a montagem da exposição foi um verdadeiro desafio, principalmente pela complexidade em dialogar como inúmeros municípios

“Foi um grande desafio pela responsabilidade da história do Salão Jovem Arte em Mato Grosso. Então, foi bastante complexo fazer todo esse levantamento, manter uma equipe tão disciplinada durante um ano e quatro meses. O recrutamento, por exemplo, dos artistas aconteceu online. Tivemos três encontros virtuais com representantes da Secretarias de Cultura das Prefeituras”, detalha Luiz Marchetti, diretor geral da exposição.

No total, são 63 artistas selecionados e 103 trabalhos artísticos expostos. Entre os artistas e trabalhos, há quilombolas e indígenas, com o objetivo de tornar a exposição inclusiva. “Era o que a gente já desejava, uma inclusão mais forte. Mas dentro de uma pandemia foi complexo. Teria sido muito bacana se pudéssemos ter ido até lá e fazer os encontros”, pontua.
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