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Sexta-feira, 14 de junho de 2024

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Espetáculo das Américas

Conheça as histórias das famílias que fazem parte do Circo Broadway

Foto: Divulgação

Conheça as histórias das famílias que fazem parte do Circo Broadway
O circo Broadway estreou em Cuiabá na sexta-feira (3) com o "Espetáculo das Américas", no Parque de Exposições da Acrimat. Com mais de 300 toneladas em equipamentos e uma equipe de cerca de 50 pessoas, o circo promete alegrar as noites de toda a família, trazendo muita diversão e risos. O Olhar Conceito visitou as instalações da atração e conversou com alguns membros da equipe.


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Marcelo é um dos personagens do circo, o palhaço Tulypa, que nasceu e cresceu na área de entretenimento de Fortaleza. “Eu realmente nasci e me criei em circo, passei por diversas cidades do Brasil. Comecei como trapezista e acrobata até que em um belo dia, quando trabalhava com o Tiririca, há cerca de dez anos, todos os palhaços haviam ido embora e aí me pediram para entrar como palhaço”.

E assim nasceu o Palhaço Tulypa, que neste ano completa 39 anos em atividade no circo. Marcelo faz parte também de uma família de palhaços, vários tios são figuras tradicionais na área circense do Ceará.

“Eu trago alegria por meio do bom divertimento para as crianças e me orgulho muito disso, porque fazer rir é uma arte muito difícil. Rir com espontaneidade, você fazer uma pessoa rir por meio de piadas e anedotas é difícil e quando você consegue isso, é um prêmio grandioso para nós que somos palhaços, e eu me orgulho muito. Lembrando que o circo é criança que nunca envelhece”, disse Tulypa.​



O personagem afirma ainda que o circo é a mãe de todas as artes e arte é cultura. Atuando no Circo Broadway há cerca de um ano, ele diz que a atração engloba o circo tradicional com o moderno, trazendo malabaristas, saltitantes, números de acrobacias, o stand-up comedy, o globo da morte e o freestyle. “Um espetáculo bonito e aconchegante. Enquanto existir o sorriso nos lábios de uma criança, o circo sempre existirá”.

Outro entrevistado foi Sallys Pascovski, natural da Argentina e membro da quinta geração de uma família de circo. Formado em jornalismo, Pascovski também é professor de educação física, além de trabalhar no circo. Ele veio para o Brasil com 10 anos.

Junto com o filho David, de 19 anos, eles trabalham no Broadway dentro e fora do espetáculo. Além disso, Sallys é carnavalesco e trabalha com a escola de samba Mancha Verde, de Araraquara, em algumas épocas.

“Eu faço um número de mão a mão com meu filho e ele também faz um número de faixa aérea. Mas fora do circo, eu trabalho com a produção de adereços, bordado de figurinos, entre outros. A roupa de circo não encontramos fora, nós fazemos dentro do circo mesmo, não tem como procurar, comprar uma roupa em loja. E como sou carnavalesco, acabo trazendo algumas das inspirações e adereços para os números”, disse Sallys.



O diretor do circo, Robert Ramito, também faz parte de uma família circense. Ele é a sexta geração de uma família com mais de 100 anos de tradição. O Circo Broadway foi fundado por seu avô e pai em 1969, no interior de Minas Gerais. Agora, ele carrega a missão de manter viva a arte do circo, junto com seus filhos.

“Meus antepassados eram espanhóis e vieram para o Brasil, trabalhando em circo de outras famílias, até que meu avô e pai conseguiram montar um pequeno circo, com lona feita a mão ainda. O primeiro nome foi Vitória, e depois meu pai se inspirou na Broadway e mudou o nome do nosso circo”, explica Robert.

Com o passar dos anos, o Broadway vem crescendo e a equipe trabalha muito para melhoras para todos, público e artistas. Já passaram por todo o Brasil e países como Chile, Uruguai, Paraguai e Argentina, mantendo viva a tradição do circo.

“Meu pai está aqui ainda, com quase 70 anos e participa de tudo, da montagem e organização. O nosso conhecimento de circo não é algo que aprendemos na faculdade, o nosso conhecimento é do dia-a-dia, do trabalho mesmo, que você vai apreendendo com o tempo, com o passar dos erros”, conta o diretor.

“A nossa maior dificuldade hoje é o espaço, todos os circos enfrentam. E quando encontramos um espaço, ele geralmente é privado e não tem infraestrutura, aí temos que adaptar, colocar saneamento básico, ligar água, puxar energia e tudo isso é pago. Muitas vezes os espaços são desumanos, chegamos e é só lama, areia, mal conseguimos andar. Aqui mesmo estamos organizando tudo e preparando para o público, caminhos concretados, a gente tenta buscar o melhor”, complementa.

Em Cuiabá há cerca de dez dias, antes o circo passou por Tangará da Serra, até chegar na capital. Por conta das chuvas constantes no verão, a montagem da estrutura do circo acabou demorando um pouco mais do que o esperado, mas a equipe conseguiu entregar tudo pronto para a estreia na sexta-feira (3).  

“O nosso maior prêmio é ver as pessoas dentro do circo, batendo palma, saindo do espetáculo e se sentindo feliz. É o nosso papel, a gente vem para trazer alegria, o circo nasceu para isso. São mais de duas horas de espetáculos, bem dinâmico, que traz o público para dentro do palco, para o pessoal interagir com os artistas, para que as pessoas deixem um pouco a tristeza de lado, principalmente em decorrência da pandemia”, finaliza Robert.
 
Ingressos

Os ingressos de estreia podem ser adquiridos antecipadamente pelo link disponível na internet (www.sympla.com/circobroadway) ou através da bilheteria no local.

O espetáculo tem aproximadamente 2 horas de duração e ocorre de quarta a segunda-feira, às 20h. Já nos finais de semana e feriados, as sessões ocorrem nos horários das 16h00, 18h e 20h00.

Valores

Os valores dos ingressos variam de R$ 20 a R$ 80. Crianças com menos 2 anos de idade e Pessoas com Deficiência (PcDs) têm direito à gratuidade.

Mais informações podem ser obtidas via WhatsApp: (31) 99875-7966 ou Instagram @circo.broadway
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