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Domingo, 19 de maio de 2024

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Ator, bailarino e escritor lança segundo livro sobre contos com apresentação audiovisual

Foto: Reprodução

Ator, bailarino e escritor lança segundo livro sobre contos com apresentação audiovisual
Ator, bailarino, coralista, flautista e pedagogo, além de escritor, Wagton Douglas lança o próximo livro de contos: "Histórias para bois e outros bichos dormirem", na próxima quinta-feira (6), na sala Anderson Flores do Cine Teatro, em Cuiabá, às 19h30. Na noite de lançamento, o público vai ter a oportunidade de assistir dois dos contos na linguagem audiovisual. 


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O conto "Os fantasmas da casa da fazenda", que aborda a relação entre um homem casado e seu sobrinho, está sob os cuidados de Diego Baraldi. Já o conto "O falecido"  é sobre a história de uma mulher que recebe de volta o homem que saiu de casa para comprar cigarros e a deixou sozinha para criar as filhas. Ele será recontado por Elton Martins, idealizador do MTQueer.

Já o conto "O segredo de teseu" será roteirizado pelo artista cariosa Ed Lopez, mas o projeto não ficará pronto a tempo do lançamento na semana que vem. 

Assim como o livro anterior, "Retalhos do cotidiano" (2012), a nova publicação foi feita com recursos próprios pela Editora Z7, de Porto Alegre (RS). Em "Histórias para bois e outros bichos dormirem", as ilustrações foram feitas pelo pintor Márcio Aurélio dos Santos. 

A publicação de seus contos tem como pano de fundo a maior paixão de Wagton, que é o teatro, a linguagem cênica. De acordo com ele, as histórias do livro tornam mais viável a encenação de suas criações, o que está acontecendo graças à parceria com o Coletivo LGBTQIAP+ de Audiovisual Mato-grossense (MT Queer), que elabora conteúdos para a internet (webséries e curtas-metragens).

O segundo livro de Wagton reúne 11 contos, que tratam de temas variados e expressam a mente criativa do autor. As transformações (nem sempre positivas) vividas por Cuiabá, cidade onde passou a morar na adolescência; a morte abrupta de um jovem, vítima de afogamento; as aspirações e o final nada feliz de um cajueiro; os conflitos de integrantes de um grupo de teatro; um vilarejo onde o narrador caminha entre personagens que não pertencem mais ao mundo dos vivos são algumas das situações apresentadas pelo autor para atiçar a curiosidade do leitor.

Paulista de Marília, Wagton Douglas vem de uma família ligada ao comércio, mas logo percebeu que queria seguir o caminho das artes. Iniciou-se no teatro com a professora Marília Beatriz na escola técnica (atual Instituto Federal de Mato Grosso) e trabalhou com outros grandes representantes das artes cênicas de Mato Grosso como Liu Arruda, Glória Albuês e Luiz Carlos Ribeiro (na montagem do espetáculo "Rio abaixo, rio acima").

Escritor compulsivo, que prefere escrever à mão antes de levar o texto para a tela do computador, Wagton se diz influenciado por autores como Caio Fernando Abreu e Nélson Rodrigues. Porém, explicou que, como contista busca reproduzir o próprio estilo.
 
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