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Sábado, 25 de maio de 2024

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Acupuntura, ozonioterapia e canabidiol são tratamentos usados por veterinária de Cuiabá em pets

Foto: Reprodução

Acupuntura, ozonioterapia e canabidiol são tratamentos usados por veterinária de Cuiabá em pets
Especializada em acupuntura veterinária, quiropraxia, nutrologia veterinária, fitoterapia chinesa, ozonioterapia, medicina canábica e credenciada para terapia de células tronco, a veterinária Julie Christie, de 38 anos, encontrou na medicina integrativa os caminhos para conseguir oferecer qualidade de vida para os animais. A maior parte dos pacientes de Julie, que atende na CMI - Veterinária Integrativa, no bairro Jardim Cuiabá, em Cuiabá, são cachorros idosos e com problemas renais. 


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“Hoje em dia o animal é tratado como um ser humano, se eu não tiver amor pelo bicho, não tenho pelo ser humano. Quem maltrata um bicho, não é ser humano. Estamos aqui para viver, aprender e evoluir, se eu não tenho compaixão pelo meu paciente, se não procurar entender essa família, o tutor. Não vai adiantar. Ao mesmo tempo que também terão clientes que não estão preparados para minha forma de tratamento”. 

A medicina veterinária integrativa surgiu por acaso na vida de Julie, quando foi questionada por um antigo chefe se não tinha vontade de atuar fora do ramo comercial. Na época, ela trabalhava em uma loja de agropecuária de Cuiabá. 

“Foi quando achei um curso de acupuntura em equinos, avisei ele, que me liberou e perguntou se eu precisava de dinheiro. Fui para São Paulo, fiz esse curso de final de semana e voltei apaixonada. Depois comecei a pesquisar sobre a melhor escola de acupuntura no Brasil, que fica em Botucatu (SP), contei para ele que começaria no próximo ano, porque a turma já tinha começado e eu não estava preparada financeiramente. Em agosto de 2016 eu comecei a especialização na melhor escola”. 

Para priorizar qualidade de vida dos animais, a veterinária também aplica cuidados paliativos em atendimentos. Um dos procedimentos oferecidos na clínica é o implante de ouro, técnica de acupuntura que oferece alívio prolongado da dor e outros benefícios. 

Nele, os filamentos de ouro 18k são inseridos em pontos específicos de acupuntura ou do animal. A veterinária recomenda o implante para casos de epilepsia para redução de medicamentos anticonvulsivantes. 
No entanto, ela ressalta que os procedimentos da medicina integrativa não anulam o uso dos medicamentos, por exemplo. Julie é tutora de seis cachorros resgatados e dois deles fazem uso de canabidiol. 

“A ‘Luz’ tem convulsão, uso canabidiol para diminuir o gardenal e tirar a inflamação do corpo, porque é um remédio que atinge bastante o fígado. O ‘Pipi’ também toma. Funciona, mas tem que saber trabalhar, prefiro manter o gardenal e o canabidiol, do que deixar só o medicamento, que vai atingir o fígado. Não significa tirar as medicações, mas adicionar terapias que são comprovadas há séculos e que vão ajudar no controle”. 

A terapia com células tronco também é uma das técnicas adotadas por Julie no consultório, que conta com veterinária fisioterapeuta especializada em felinos. Ela explica que o procedimento pode ser usado em animais com problema renal, locomotor ou neurológico. 

“Usei muito em animais com sequela de cinomose, locomotor e vou começar para leishmaniose, porque ela pode ter predileção renal ou anemia. Então, antes disso acontecer com ele, porque ele está com anemia 26, vou entrar com células tronco para dar suporte para o corpo dele se regenerar. Doenças sistêmicas fazendo aplicações endovenosas, agora doenças articulares e neurológicas, epidural”. 

A veterinária também adota o paliativismo durante os atendimentos. De acordo com ela, a filosofia preza o acolhimento para que o animal tenha melhor qualidade de vida. Julie explica que muitas vezes ela também precisa acolher os tutores, tendo compreensão com momentos de explosão e falta de esperança, por exemplo. 

“O paliativismo entra nas especialidades que trabalho. Para ter essa visão, não é só falar sobre ele, é acolher o tutor, entender o momento que ele está passando, entender a explosão que pode ter no consultório, saber indicar uma ajuda quando o tutor não estiver bem. Além da clínica, você vai amparar essa família, você vai dar suporte para ele”. 

Tutora de animais resgatados, a veterinária atende os acolhidos pela Associação Mato-grossense Protetora dos Animais (Apam) e lamenta que cães ou gatos idosos sejam abandonados quando começam a desenvolver problemas de saúde. 

“Não é porque o animal está velho que não merece cuidado ou que vou desistir dele. Se fosse assim tinha eutanasiado meu Piratinha, com uma semana que ele estava comigo, ele teve uma crise horrível que fiquei uma semana sem dormir. Trabalhava com ele deitadinho do meu lado. Nem por isso eu desisti. Foquei na saúde, falei: meu filho, você vai ficar sem andar, mas sua mãe te compra um carrinho. O animal é uma responsabilidade do tutor, é um filho, mas ele não fala. Precisamos ter cuidado”. 

Apaixonada por animais, Julie eternizou ilustrações dos pets em um dos braços e explica que se enche de alegria quando um paciente que chegou debilitado apresenta melhora. 

“Só de ver o animal que chegou aqui debilitado bem com qualidade de vida, o tutor feliz. Não tem dinheiro que pague. Sei que fomos uma esperança para o tutor e sou muito grata por confiar em nós cuidar. Como diz o professor Alexandre, só perdemos um paciente quando o tutor perde as esperanças”
 
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