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Sábado, 25 de maio de 2024

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Com giz pastel oleoso, historiadora se inspira no erótico feminino e em cenas do cotidiano

Foto: Reprodução

Com giz pastel oleoso, historiadora se inspira no erótico feminino e em cenas do cotidiano
A arte sempre fez parte da vida de Mayra Albuquerque, de 23 anos, que divide a rotina entre ser mestranda em História pela UFMT e artista. As primeiras lembranças artísticas são ainda durante a infância em Diamantino (MT), onde nasceu. Foi quando se mudou para Cuiabá, em 2018, que Mayra começou a criar as primeiras obras com giz pastel oleoso. 


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Ao Olhar Conceito, Mayra conta que a mudança de cidade e as novidades que surgiram quando começou a cursar História na UFMT refletiram nos primeiros desenhos. 

“Lembro que na época descobri esse material, o giz pastel oleoso, nunca tinha usado e comecei a testar. Ele me permite misturar as cores, gosto de usar cores vivas. Comecei a estudar sobre o erótico e fiz os primeiros desenhos de mulheres, que foram frutos dessas pesquisas”. 

Para ela, o processo de descoberta, tanto de si mesma como do que a rodeava, e o amadurecimento enquanto mulher foram responsáveis pelas primeiras figuras de mulheres, confortáveis na nudez e no erótico, que surgiram através da folha em branco e do giz pastel oleoso. 

Corpos fora do padrão e relacionamentos lésbicos também ganham protagonismo nas obras de Mayra, que retrata as particularidades que cada mulher carrega. Além do desenho e da pintura, ainda adiciona o texto como recurso visual. Ela se inspira em músicas e cria frases que ajudam a traduzir os sentimentos que a artista coloca no papel. 



Cenas do cotidiano 

Depois das pesquisas sobre nudez e erótico que ganharam vida com giz pastel oleoso, o olhar artístico de Mayra passou a mirar cenas do cotidiano. Momentos ordinários como uma roda de samba ou um uma mulher nua se refrescando em frente ao ventilador viraram arte para a jovem, que continua adepta do uso do mesmo material para desenhar e pintar, algo que já tem se tornado sua marca registrada. 

Para conseguir sobreviver do que ganha com arte, Mayra decidiu buscar recursos e encontrou nos prints (impressão digital) uma forma de deixar suas obras mais acessíveis, já que ela precisa cobrar valores compatíveis pelos desenhos originais, que são feitos à mão. 

“Tenho muitas obras originais disponíveis, mas são outros preços. Decidi começar com os prints, comecei a fazer os desenhos no computador e aos poucos tenho conseguido dar o efeito que gosto quando uso giz pastel. Com os prints consigo vender um desenho por até R$ 20 em tamanho menor, tem dado certo”. 

Atualmente, os prints de Mayra podem ser encontrados no Rebu Bar, no bairro Boa Esperança, em Cuiabá, já as obras originais disponíveis estão no perfil do Instagram da historiadora. 

Sobre a realidade de ser uma artista em Mato Grosso, Mayra resume que enfrenta os mesmos problemas que as colegas de profissão: falta de investimento e visibilidade são dois pontos citados pela mato-grossense, que sonha em expor as obras originais.
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