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Segunda-feira, 22 de julho de 2024

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'Calorosa'

Banda cuiabana leva 'pop tropical pantamazônico' e lambadão na primeira turnê pelo Brasil

Foto: Reprodução

Banda cuiabana leva 'pop tropical pantamazônico' e lambadão na primeira turnê pelo Brasil
A banda Calorosa embarca rumo à primeira turnê nacional levando na bagagem o pop tropical pantamazônico, conceito utilizado pela banda para descrever a fusão que promove, de gêneros contemporâneos a ritmos tradicionais da cultura popular de Mato Grosso, como o lambadão. O primeiro show será nesta sexta-feira (26), em Brasília (DF). 


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As letras politizadas arrematam o mix infalível e dançante, fazendo despontar assim, um novo movimento estético no fértil solo artístico mato-grossense. No total, a banda tem quatro shows no cronograma. Em Brasília, eles se apresentam no Zepelim, dividindo a noite com a Corujones. 

 Na sequência, o encontro é com a banda Mundhumano, em Goiânia (GO), no Shiva Alt Bar. A Calorosa passa ainda por Campo Grande (MS), em 28 de abril, no Barcelona Pub – onde a Dovalle também se apresenta - e por fim, encerra a série de shows no Sol y Sombra 2, em São Paulo (SP), onde ocorre a Noite Cuiabana, com Paulo Monarco e DJ Dieguito Reis, em 30 de abril. 

Selecionado no edital Viver Cultura, o projeto de circulação se concretiza graças ao incentivo do Governo de Mato Grosso, via secretaria Cultura, Esporte e Lazer (Secel). Os guitarristas Yan Alvez e Karola Nunes, assim como Paulinho Nascimento (baixo), Vinícius Barros (bateria) e Bruno el Joe (sintetizadores e samples) já se preparam para a nova temporada.  

Os músicos estão entusiasmados com a turnê, especialmente, porque em tão pouco tempo - afinal, a banda surgiu no contexto da pandemia -, já somam muitas conquistas impulsionadas pela gravação do primeiro EP, o Pacu e Pequi (2021). Os primeiros shows ocorreram em 2022 e no ano seguinte, a Calorosa já estava participando de festivais e feiras fora do estado. Karola destaca que "a turnê nacional descortina uma fase bastante produtiva".

Pop Tropical Pantamazônico

E por onde ecoa, o som "ardidinho, dançante e politizado" tem cativado o público. "A gente tem construído uma identidade em sintonia com o contexto social e político no qual estamos inseridos, mas de olho no global. Então, aliamos manifestações populares tradicionais de Mato Grosso, como o cururu, siriri, rasqueado e lambadão, com o reggae, rock e eletrônico. Essa ressignificação dialoga tanto com a identidade tropical brasileira, quanto com a produção do pop atual. É assim que surge o pop tropical pantamazônico".

Karola destaca que se trata de um pop bastante engajado, a serviço do letramento social, pois a banda acredita que a arte pode ser aliada na defesa de direitos sociais.

"Falamos de afeto, liberdade de corpos, amor fora dos padrões e também realçamos pautas da agenda de enfrentamento à crise climática. Queremos uma sociedade mais justa, música diversa, corpos diversos e aliar a arte da música à causa climática, é urgente, principalmente para nós que vivemos nesses territórios". Ela analisa que o público da Calorosa está a fim de dançar e se divertir, mas está aberto a sonoridades e temas que vão além do que o mainstream entrega.

Um dos grandes destaques do repertório da banda, o "Manifesto calorista", por exemplo, abusa de um humor ácido para questionar a monocultura de pensamento, defendendo que a ancestralidade negra, indígena e ribeirinha do estado precisa ser celebrada. 

E é essa mesma música que inspira a escolha do nome da turnê: "O mato cresce num instante e engole o muro". Karola arremata: "Estamos prontos para derrubar as fronteiras e chegar a todos os cantos do país". 

A intenção é multiplicar também, a participação da banda em festivais, pois refletem a diversidade sonora do país. "A circulação pode nos ajudar muito na perspectiva das conexões e maior visibilidade do nosso trabalho". Durante toda sua jornada a Calorosa tem contado com a produção da Lambuza Musical, na gestão de carreira, aliada ainda ao artista visual Hugo Alberto, que assina trabalhos importantes de nomes como Letrux e Astrid Fontenelle e com apoio da consultora e diretora da Sonar Cultural Consultoria, Dani Ribas.

Trajetória

Os primeiros shows presenciais da banda ocorreram em abril de 2022 em Cuiabá e Chapada dos Guimarães, com destaque para as participações no Festival Ver a Cidade (2022) e Feira da Música de Mato Grosso (2023).

Em 2023 integraram junto a nomes de peso da música brasileira, como Ney Matogrosso, Lia de Itamaracá, Black Alien e muitos outros, o line-up da 31° edição do Festival da Lua Cheia, que aconteceu no estado de São Paulo.

Nesse mesmo ano fizeram show em Belém (PA) no Festival SeRasgum à ocasião do lançamento do Circuito Amazônico de Festivais, além dos festivais de Mato Grosso, Vambora (Cuiabá) e Cerrado Fuzz (Rondonópolis).    

Em 2024 estiveram em um dos mais importantes eventos da música, o Porto Musical em Recife e recentemente, junto ao parceiro Paulo Monarco, a banda lançou o single Vem Me Ter.

Veja o cronograma:

26/04 – Brasília | Local: Zepelim | 21h | Shows Calorosa e Corujones |  Endereço: 713N Bloco C Loja 27 - Asa Norte, Brasília - DF

27/04 – Goiânia | Local: Shiva Alt Bar | 21h | Shows Calorosa e Mundhumano | Endereço: Alameda das Rosas, 1371 - St. Oeste, Goiânia - GO

28/04 – Campo Grande | Local: Barcelona Pub / Guará | 19h | Shows Calorosa e Dovalle | Endereço: R. José Eduardo Rolim, 201, Campo Grande - MS

30/04 – São Paulo | Local: Sol y Sombra 2 | 21h | NOITE CUIABANA com Calorosa e Paulo Monarco + DJ Dieguito Reis | Endereço: R. Conselheiro Ramalho, 945 - Bela Vista, São Paulo - SP
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