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Sexta-feira, 14 de junho de 2024

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na Praça Alencastro

​Música, poesia e letramento social: Batalha da Alencastro comemora 9 anos com atrações nacionais

Foto: Reprodução

​Música, poesia e letramento social: Batalha da Alencastro comemora 9 anos com atrações nacionais
Reconhecida pela legislação municipal como patrimônio imaterial de Cuiabá, a cultura da Batalha de Rima cativa cada vez mais entusiastas que se contagiam pelo enérgico duelo de MCs, movido a música, poesia e letramento social. Na capital, a mais longeva é a Batalha da Alencastro que no sábado (25), completa nove anos de resistência em um dos espaços públicos mais estratégicos da cidade, a Praça Alencastro.


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Para celebrar essa história que soma à construção do hip hop mato-grossense, a partir das 17h, as rodas de freestyle vão ferver com a participação de expoentes do gênero em MCs do território e de outras regiões do país. Na lista estadual figuram nomes como Cigano, Dezê, Havel, Lich, Corvalan, Menor Vine e Myth, enquanto que na nacional, La Brysa (MS), Kaemy (GO) e Big Mike, Guri, Levinsk, Lili, Magrão, Slow e WM, de São Paulo. 

Fundada em 2015, a Batalha da Alencastro se estabelece como fomentadora da cultura da batalha de MCs em Mato Grosso. Foi criada com intuito de tornar as rodas de freestyle presentes na cultura local, mas o sucesso foi tamanho, que passou a inspirar a criação de batalhas nas periferias da Baixada Cuiabana e em vários municípios do estado. 

Nas batalhas de freestyle ou batalhas de rima, os MCs são responsáveis por proferir versos que rimem no compasso da batida (beat), desafiando um ao outro através do dom da palavra, com o público assistindo e votando no melhor duelante.

Agentes culturais ligados ao movimento declaram que têm muito a comemorar, "tanto pela coletividade da cultura hip-hop e suas conquistas regionais, quanto pelo reconhecimento e valorização da importância dessa cultura no Brasil". Avaliam que "historicamente perseguida e marginalizada, a cultura hip-hop tem recebido o merecido destaque e reconhecimento". E destacam: "O hip hop salva-vidas". Afinal, além de se configurar como expressão artística, a batalha de rima é um instrumento de cidadania e transformação social.

As batalhas estimulam o desenvolvimento de habilidades como conhecimento empírico e crítico, elaboração de pensamento rápido, correlação de ideias e domínio da língua portuguesa. "Esses embates contribuem para a formação do jovem cidadão, promovendo entretenimento, sociabilidade e uma ocupação saudável. Com iniciativas dessa natureza, pode-se contribuir para a queda nos índices de criminalidade".  

Reconhecimento

A Batalha de Rima ganhou reconhecimento do Poder Público com a sanção da lei nº 7.013, que declara que a declara patrimônio cultural e imaterial de Cuiabá. Por sua força e representatividade, também passou a ser incorporada ao Calendário Oficial do município via lei nº 7.011.

História

O hip hop surgiu nos Estados Unidos durante a década de 70 e em 2023 completou 50 anos, comemorando seu papel como uma das culturas mais atrativas para jovens e crianças. Transformou-se na maior expressão cultural dos jovens afro-caribenhos marginalizados nos guetos, formados pela diáspora africana forçada e pelo movimento de resistência negra nas Américas.

O estilo possui pilares identitários como o grafite, break dance, MC (mestre de cerimônia) e DJ (disc-jockey), abrangendo artes plásticas, dança, música e discotecagem. É executado nas ruas e em diversos espaços públicos, como parques e praças.
 
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