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Quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

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Cuiabano reúne história e fotos da cena nacional em acervo de punk rock brasileiro no Instagram

Foto: Reprodução

Cuiabano reúne história e fotos da cena nacional em acervo de punk rock brasileiro no Instagram
Morador de Cuiabá, Carlos Henrique da Silva, de 29 anos, criou o único acervo de punk rock brasileiro no Instagram, dedicado a registros históricos da cena nacional. “Em 2018, quando criei o perfil, não havia nada voltado ao punk rock nacional na rede. Eu via muitos perfis gringos e, inspirado neles, fui compilando fotos das bandas mais famosas do Brasil, assim como de outras que não tiveram tanta visibilidade”, relata.


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Segundo Carlos, as primeiras manifestações do punk no país ocorreram com as bandas Restos de Nada e Ratos do Beco. Ele descobriu essas informações por meio do perfil Nada Nada Discos, que permitiu mapear que o punk rock começou no Brasil em 1978.

Ele destaca diferenças importantes entre a cena brasileira e a internacional, especialmente a britânica. “O acesso à informação no Brasil era muito diferente. No punk britânico, a corrente anarquista, que inspirou o movimento, chegava de forma mais acessível para os jovens. Aqui, o contexto geopolítico e econômico influenciava muito.

Em Brasília, a galera tinha mais recursos e acesso à informação, por isso Renato Russo chamava alguns de 'punks de boutique', embora ainda fossem punks. Já em São Paulo, a cena foi moldando algo mais único, enquanto em Brasília havia uma reprodução da cena internacional.”

O acervo de Carlos funciona como um espaço de memória da cultura punk no Brasil, reunindo fotos e informações que ajudam a preservar a história de um movimento muitas vezes ignorado pelos registros oficiais. Para ele, a iniciativa não é apenas nostálgica: trata-se de valorizar a identidade cultural do país e mostrar que o punk brasileiro teve características próprias, influenciadas por fatores sociais, econômicos e políticos.

Com a popularização do perfil, Carlos espera inspirar novas gerações a conhecerem a trajetória do punk nacional e entenderem como ele se desenvolveu em diferentes cidades, refletindo contextos distintos de São Paulo e Brasília, mas mantendo sempre o espírito contestador e a energia da cena. 
 
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