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Só veio a cereja

Comemoração dos 294 anos de Cuiabá: o bolo está na mesa; esqueceram o aniversariante

Da Redação - Lucas Bólico

08 Abr 2013 - 17:42

Foto: Reprodução

Comemoração dos 294 anos de Cuiabá: o bolo está na mesa; esqueceram o aniversariante
Não, bolo não é o mais importante da festa. Nada contra doces, claro, nem contra caramelos ou camaros amarelos, afinal, Munhoz e Mariano são uma das estrelas da festa de aniversário de Cuiabá ao lado de outros sertanejos, pagodeiros e os brega pop do Calypso. Sim, eles são o bolo da festa, mas a comemoração não é (só) pra se empanturrar. A estrela do aniversário é, oras, o aniversariante, sua história e suas raízes.

Em entrevista ao Olhar Direto semanas atrás, o secretário de Cultura de Cuiabá, Marcos Fabrício, deu sua explicação sobre o porquê de não ter siriri e cururu na festa de Cuiabá. “Não vamos misturar”, alegou. “O siriri e o cururu vamos deixar pra outras festividades. No aniversário, vamos contar apenas com os shows”, disse, completando seu raciocínio.

“O Festival de Siriri é um evento próprio pra essa dança. Também apresentamos o siriri no dia que o caminhão da sorte da Caixa Econômica Federal esteve em aqui. Este ano ainda vamos levar essa dança pra Lima, na capital do Peru e vamos mostrar a força de Cuiabá”, finalizou o secretário. Ou seja, siriri e cururu são vistos como peças de museus, que servem apenas para serem ‘expostas’, mostrando a “força de Cuiabá”.

E se o siriri e o cururu estão fadados a se tornarem meros retratos do passado, bibelôs vivos para turistas segundo a ótica já exposta, não dá para negar que da década de noventa para cá um ritmo nasceu na baixada cuiabana e se legitimou às margens do incentivo do poder público, nas festas principalmente da periferia: o lambadão cuiabano.

O som agita todos os finais de semana as festas de bairro em toda a baixada e movimenta um complexo mercado que incluiu artistas, camelôs, casas de show, estúdios caseiros e vendedores ambulantes. Mas também ficou de fora da festa de aniversário de Cuiabá. Na certa, para “não misturar”.

Mas alguns dos artistas locais “esquecidos” fizeram por ser lembrados e organizaram uma festa própria, deixando as comemorações um pouco mais democráticas. O evento está previsto para começar às 17h na Praça da Mandioca e o nome não podia ser outro: Aniversário de Cuiabá – Os Excluídos. O evento terá teatro, poesia e música, com artistas independentes. Veja a programação abaixo:


Teatro

– André D'Lucca – AlmerindaPoesia
– Vários

Música

– Fino do Mato – Sônia Mazzeto e Hélio Pimentel
– Big Bando
– Quarteto Jazz Camerata
– Daniel (Viola de Cocho)
– Eldo Lara e Alyson Oliveira – Samba Raiz
– Deize Águena
– Júlio Coutinho e Márcia
– Vera Capilé
– Guapo
– Abel Santos
– Dilson Oliveira
– João Eloi
– Roberto LucialdoBandas
– Lord Crossroad
– Os Vira Latas
– Linhas de Montagem
– Saca RolhaAudiovisual
- Projeções de Vídeos com a cineasta Daniele Bertolini

Já a festa “oficial”, organizada pela Prefeitura de Cuiabá, será realizada no Memorial João Paulo II, e a entrada custará R$ 5,00. Os shows, em playback, começam às 18h e o valor arrecadado será revertido em alimentos não perecíveis que serão doados a instituições que atendem pessoas em vulnerabilidade social. Confira abaixo a programação completa abaixo:

Shows:

Sorriso Maroto
Munhos & Mariano
Banda Calypso
Edson & Hudson
Israel & Rodolffo
Inimigos da HP
Grupo Bom Gosto
Jaime Jr.
Lucas & Rodolfo
Yago & Juliano
Italo Fernandes
Pedro Henrique & Fernando
Gustavo Mioto
Johnny Everson
Any Rios & Evandro
Carolina Ferreira
Du Prado & Danilo
Rodrigo & Ramon
Gustavo & Castilho
Rafael Machado
Sandro Lemes
Lucas Lucco
Thaeme & Thiago
Marcos & Belutti
Conrado & Aleksandro
Dois a Um
Gabriel Gava
Henrique & Diego
Kleo Dibah & Rafael
Zé Ricardo & Thiago
Edu Monteiro
Kaio & Kanhoto
Junior & Nando
Alecir & Alessandro
André Piovezan
Louvor Aliança
Wendel & Raul
Márcia Andrade

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