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Quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

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Drama social com Catherine Deneuve abre o Festival de Cannes

G1

13 Mai 2015 - 19:34

Foto: (Foto: AFP PHOTO/ANNE-CHRISTINE POUJOULAT)

13/05: A diretora Emmanuelle Bercot divulga o filme 'La tete haute' no Festival de Cannes 2015

13/05: A diretora Emmanuelle Bercot divulga o filme 'La tete haute' no Festival de Cannes 2015

Um filme da diretora francesa Emmanuelle Bercot, com Catherine Deneuve no papel de uma juíza de menores que tenta salvar um jovem do mundo do crime, abre nesta quarta-feira (13) o Festival de Cannes, que em sua 68ª edição destaca um olhar mais feminino, social e intimista.

"La tête haute", da cineasta francesa de 47 anos, não disputa a Palma de Ouro, mas esta é a primeira vez em 30 anos que um filme de uma diretora abre o festival, que tem um início com menos glamour que nos últimos anos, com as atenções voltadas para a realidade social dura, mas com uma ponta de esperança.

No filme, a diretora acompanha a vida, dos 6 aos 18 anos, do jovem Malony, um delinquente violento mas frágil, interpretado com brilho pelo novato Rod Paradot.

O filme, com momentos sombrios, mas com esperança, mostra os esforço da juíza (Catherine Deneuve) e de um professor (Benoît Magimel, prêmio de interpretação em Cannes por "O Pianista" em 2001) para salvar o jovem, que passou a infância entre adoções e centros de correção, ante a incapacidade de sua mãe (Sara Forestier), ua viciada em drogas, de cuidar dos filhos.

Bercot descreveu o longa-metragem como um "filme documental e de ficção", que não provocou nenhum entusiasmo na exibição para a imprensa. A projeção oficial acontecerá durante a noite na sala Lumière do Palácio dos Festivais, no ato de abertura do evento.

Para Deneuve, o filme tem o "objetivo interessante" de mostrar o trabalho de juízes e educadores, mas ela tem consciência de que "não é possível salvar todos os jovens em dificuldades".

Dramas sociais

A musa de Luís Buñuel em "A Bela da Tarde" e "Tristana", que trabalha com Bercot pela segunda vez, considera que a escolha do filme para a abertura de Cannes "é uma resposta do festival a um ano difícil" na França.

Para aqueles surpresos com o tom social do festival em 2015, a programação não faz mais do que refletir uma realidade, segundo o presidente do evento, Pierre Lescure.

"Hoje, a realidade social francesa, que é um pouco mundial, inspira os diretores", afirmou.
Isto aconteceu na época da guerra do Vietnã, que inspirou alguns dos melhores filmes de guerra e que integraram a programação de Cannes na época, recordou.

Bercot é uma das três diretoras francesas presentes este ano em Cannes, ao lado de Maïwenn e Valerie Donzelli. As duas últimas estão na disputa pela Palma de Ouro.

Cinco filmes da mostra competitiva são franceses e três da Itália, com direito aos trabalhos mais recentes de dois diretores assíduos do festival, Nani Moretti e Paolo Sorrentino.

Os outros filmes na mostra oficial vêm do México, Estados Unidos (2), Grécia, Taiwan, China, Japão, Austrália, Hungria, Noruega e Canadá.

A competição oficial começa na quinta-feira com as exibições do italiano "Il raconto dei racconti", de Matteo Garrone, com a mexicana Salma Hayek como protagonista, e do japonês "Umimachi Diary", de Koreeda Hirokazu.

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