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Com obra acadêmica que põe MT em evidência, professora de de Cáceres ocupada cadeira de seu pai na AML

Da Redação - Isabela Mercuri

29 Mai 2015 - 17:02

Foto: Isabela Mercuri / Olhar Conceito

Com obra acadêmica que põe MT em evidência, professora de de Cáceres ocupada cadeira de seu pai na AML
A Academia Mato-Grossense de Letras recebe nesta sexta-feira mais uma imortal. Olga Maria Castrillon Mendes toma posse da cadeira número 15, que teve como último ocupante seu pai Natalino Ferreira Mendes.

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Olga nasceu em Cáceres e é apaixonada por literatura desde cedo. Veio para Cuiabá estudar Letras na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), e foi ali que conheceu uma de suas maiores influências literárias. A professora ‘Isabel Campos’ apresentou para a turma os escritores mato-grossenses, e foi assim que Olga conheceu o escritor Silva Freire e começou a estudar seu trabalho.

Em 1981, a intelectual se tornou professora do então Instituto de Educação de Cáceres (IESC), que se tornou Universidade de Mato Grosso (Unemat), onde ela dá aula até hoje. Seus trabalhos acadêmicos até hoje foram todos sobre questões específicas de Mato Grosso e Cáceres.

Seu mestrado foi feito na Unicamp, sobre as questões de fronteira, a partir de relatos de viagens de capitães federais. “Depois de estudar as fronteiras com outros países, foquei no interesse nas fronteiras internas do país e o que significa Mato Grosso nesse contexto”, afirma a estudiosa.

O pós-doutorado foi feito na Universidade de São Paulo (USP), com o objetivo de entender o papel dos intelectuais: “O que fazer para ter inserção social? O que significa ser intelectual se o conhecimento não chega até a população?” eram as indagações de Olga.

Relação com a AML


Olga se lembra de visitar a Academia Mato Grossense de Letras desde sua infância, junto ao pai. Natalino Ferreira Mendes foi pesquisador da história das cidades de Mato Grosso, e junto a ele Olha conheceu a AML na época em que o Dr. Lenin Póvoas era presidente: “Lembro das festividades, das posses, de tudo daquele tempo”, comenta.

Ela afirma que se interessa pelo trabalho que a Academia faz de divulgar os trabalhos de Mato Grosso: “Isso faz com que Mato Grosso se projete em nível nacional, já que as obras são pouco conhecidas lá fora. Nós não olhamos para o que produzimos, é mais fácil olhar para o que existe fora do que para dentro”, comenta.

Em homenagem a seu pai, Olga criou também uma biblioteca com obras de família. “São obras raras tanto de meu pai quanto da família Ferreira Mendes, que eu quero abrir para o público”.

Além de seus trabalhos acadêmicos, Olga pensa em juntar e publicar sua produção literária feita recentemente, com crônicas, textos de opinião e outros. O principal objetivo de seu trabalho, no entanto, é divulgar o que se produz na academia e nas universidades, propor ações para que as produções cheguem nas escolas e, acima de tudo, cheguem ao leitor.

A solenidade de posse acontece nessa sexta-feira (29), às 19h30 na Academia Mato-Grossense de Letras, Rua Barão de Melgaço, 3869, Centro. “Vejo a academia como um lugar de produção e trabalho, e pretendo continuar produzindo nela. Cada cadeira já foi ocupada por quatro intelectuais, se os imortais se dedicarem a estudar pelo menos os seus patronos, isso já será uma produção imensa”, afirma Olga.

Serviço

Solenidade de Posse de Olga Maria Castrillon Mendes
Sexta-feira (29), 19h30
Endereço: Rua Barão de Melgaço, 3869, Centro.

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