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Cuiabano filho de indígenas expõe telas sobre a natureza e seus elementos raros a partir de quarta

Da Redação - Isabela Mercuri

14 Dez 2015 - 11:02

Foto: Reprodução / Miguel Penha

Cuiabano filho de indígenas expõe telas sobre a natureza e seus elementos raros a partir de quarta
Uma exposição que busca aproximar o homem da natureza e falar sobre os grupos de elementos químicos de mais difícil extração começa na próxima quarta-feira (16), no Museu de Arte e Cultura Contemporânea (MACP) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). “Terra Rara”, de Miguel Penha com curadoria de Fabíola Mesquita, traz telas de cenários naturais. 

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A exposição permanece aberta para visitação de 17 de dezembro a 16 de janeiro de 201, das 7h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h30, de segunda a sexta-feira. Ela encerra o calendário das comemorações aos 45 anos da universidade.

O Brasil é detentor da terceira maior reserva de Terras raras do mundo, ficando atrás da China, que possui 2/3 de toda a reserva mundial, tendo já consumido boa parte desse montante.
Assim como esses elementos, a natureza que os abriga tem se tornado algo cada vez mais raro.

Por isso, Miguel Penna se preocupa com o tema e o traduz em suas paisagens de cenários naturais. As telas trazem o valor incalculável das matas, do cerrado e das árvores e mostram que tais elementos são igualmente raros nos dias atuais.

Miguel é cuiabano, mas mora atualmente em Chapada dos Guimarães. Filho de pais indígenas das etnias Xiquitano (pai) e Bororo (mãe), tem a natureza como parte central de seu trabalho. Em sua história, teve vivência direta com os povos Krahôs, Kaiapôs, Kura-Bakairi, Apurinã e Xavante.

A Curadora Fabíola Mesquita afirma que a exposição se apresenta por meio de três poéticas principais: natureza, preservação e tecnologia. O Conceito curatorial “abre janelas não só para entender a poética artística, mas para relacionar esses itens entre si”, afirma Fabíola.

Será disponibilizado aos visitantes um aplicativo da exposição, em que poderão ter informações sobre as obras e sobre espécies em extinção do cerrado, resultado de uma pesquisa que Miguel Penha realiza há dois anos. Veja o vídeo em que Miguel mostra seu processo criativo:



E veja o catálogo online AQUI.

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