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El País faz reportagem sobre Cuiabá na Copa: sobram bares e faltam atrações culturais

Da Redação - Marianna Marimon

30 Dez 2013 - 10:18

Foto: Rai Reis

Cuiabá

Cuiabá

O site do jornal “El País” no Brasil publicou matéria no dia 24 de dezembro, para falar sobre as opções culturais em Cuiabá, uma das 12 cidades-sedes da Copa do Mundo. Com o título “Cuiabá, a cidade que sobram bares e faltam opções culturais”, o El País faz um panorama das opções que os turistas terão quando chegarem aqui durante o Mundial em junho de 2014.

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A reportagem também cita as obras realizadas em Cuiabá e Várzea Grande, mas, ao todo são 56 obras do governo do Estado, sendo que com a mais importante obra de mobilidade urbana, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) foram empregados R$1,4 bilhão.

A realidade cultural em Cuiabá já é motivo de muita disputa entre as classes artística e política. De um lado, a eterna briga para ampliar os investimentos em cultura e arte e do outro lado, a morosidade do poder público (não se pode dizer que é falta de visão, pois, a cultura tem poder transformador na vida das pessoas, e talvez, seja este o motivo para ser tão sobrepujada).

Cuiabá é a cidade que mais consome cerveja do Brasil, mas, em contrapartida, é uma das capitais, que menos tem a oferecer atrativos culturais (tanto focados no tradicional quanto no contemporâneo, tendo em vista os movimentos de vanguarda nascidos aqui). Problema recorrente que a cidade enfrenta é perder os talentos para os grandes pólos, como as bandas Vanguart e Macaco Bong, que tiveram que ir para São Paulo para estar no circuito musical brasileiro.

Confira na íntegra a matéria do El País, ou acesse AQUI:

Afonso Benites

Uma cidade quente, com pessoas acolhedoras e animadas que cresceu sem planejamento urbano. Um centro histórico descuidado que parece ser muito diferente de bairros de classe média que reúnem bares e restaurantes conceituados. Seu maior presente, às vésperas de seu terceiro centenário, foi ser indicada para sediar quatro partidas da Copa do Mundo de 2014.

Essa é Cuiabá, no Mato Grosso, encravada no centro geodésico da América do Sul, no Centro Oeste Brasileiro. A capital mato-grossense é uma das portas de entrada para o Pantanal (que se divide em dois Estados brasileiros, MT e MS, além da Bolívia e do Paraguai).

Por ter uma temperatura média de 32o C, é uma das cidades que mais consome cerveja no país. Até por isso, seus bares são tão agitados e há uma crescente e interessante indústria artesanal dessa bebida. Nos últimos cinco anos
apareceram cerca de 30.

As duas regiões mais agitadas na noite cuiabana são a praça Popular, que apesar do nome, concentra bares e restaurantes mais tradicionais e elitizados, e a praça da Mandioca, que tem espaços mais alternativos.

Agora, se sobram opções de gastronomia e bebidas - são mais de 1.000 bares e restaurantes em uma cidade com pouco mais de 500 mil habitantes -, faltam as atrações culturais. Não há museus com grandes acervos, galerias de fotos ou exposições permanentes, como em grandes cidades brasileiras. Um dos poucos atrativos é o Sesc Arsenal, um prédio do século XIX, que, no período imperial, armazenava as armas dos militares de todo o Mato Grosso. Nesse local, há várias apresentações culturais. A outra opção para conhecer um pouco da região é o aquário municipal de Cuiabá, com algumas espécies de peixes do Pantanal e um tanto mal cuidado.

Quem for hoje à Cuiabá, provavelmente encontrará um município muito diferente do que verá nas vésperas da Copa. Nunca houve tantas obras em um período tão curto. Só no trânsito, com a construção de pontes, viadutos, estradas, foram 23 intervenções ao custo de quase 300 milhões de reais. Isso sem contar a construção de um novo estádio, a Arena Pantana,l e de campos para treinamento. Atualmente, Cuiabá, e a vizinha Várzea Grande, onde está o único aeroporto para grandes aeronaves da região, são um gigante canteiro de obras.

Mas quem se deslocar até lá não deve ficar apenas na cidade. As principais opções turísticas naturais mais próximas são Nobres (a 120 km com um vasto parque aquático), além de Poconé e Cáceres (no meio do Pantanal, a cerca de 105 e 175 km de distância, respectivamente).

Nobres, perto da ex-badalada Chapada dos Guimarães, na Serra do Tombador, tem diversas cachoeiras e rios. Seu objetivo é se tornar um dos principais polos turísticos da região central do Brasil nos próximos anos. Os problemas são a reduzida quantidade de pousadas e hotéis. Os passeios lá custam entre 10 e 200 reais.

No Pantanal, nem tudo é tão barato. O preço de um hotel em Poconé, por exemplo, pode chegar a 420 reais por noite em uma suíte simples. Os mato-grossenses costumam dizer que essa é uma região que só os gringos conseguem visitar. É também uma cidade rica em festas populares. O folclore e a cavalhada de Poconé, em junho, reúnem cerca de 10 mil pessoas por dia.

A expectativa desses municípios é que a loteria, que Cuiabá ganhou ao receber a Copa, também se reverta em lucro para eles. Só é preciso que se preparem melhor.

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