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Exposição na Assembleia Legislativa faz homenagem à cultura e tradição indígena

Da Redação - Naiara Leonor

14 Abr 2015 - 16:00

Foto: Divulgação

Exposição na Assembleia Legislativa faz homenagem à cultura e tradição indígena
Com aproximadamente 42 etnias diferentes com mais de 25 mil índios, Mato Grosso é um dos Estados com maior população indígena do país. Para homenagear os primeiros habitantes da região e ancestrais do povo brasileiro neste Dia do índio, comemorado em 19 de abril, a exposição “A Arte e o Cotidiano Indígena” ficará exposta na Assembleia Legislativa do estado até sexta-feira (17).

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Na mostra, fotos do cotidiano, banners da pré-história e arqueologia, artesanato e artefatos indígenas estão dispostos para apreciação dos visitantes, no Espaço Cultural da Casa de Leis, no saguão principal. As 40 fotos expostas são de um projeto do fotógrafo e turismólogo Vilson de Jesus, servidor da Assembleia Legislativa. Elas foram tiradas em visita ao povo Wuará, das terras do Xingu, quando foi convidado para registrar um trabalho de mestrado na área de Antropologia, registrando o repasse de conhecimentos dos anciões aos jovens índios.“Na oportunidade, ofereci um work shop de fotografia aos índios. Há algumas fotos nessa exposição que foram registradas por eles, ao final do curso. Foi um trabalho de 15 dias em que visitei a aldeia em dois momentos”, afirma Vilson.

A coordenadora do Museu da Pré-História Casa Dom Aquino, Suzana Hirooka, afirmou estar feliz com a volta da expressividade da data para o Estado, visto que a população indígena esta cada vez mais inserida na sociedade, deixando de ser apenas uma referência histórica e cultural importante de Mato Grosso. “Felizmente, neste período tivemos um progresso salutar, visto que os índios estão mais inteirados. Tem acesso a saúde, educação e representação política para lutar pelos seus direitos. É algo natural uma vez que a cultura não pode ser encarada como algo estático, pois a evolução é necessária para a sobrevivência de grupos humanos. O índio necessita de ter uma oca, mas também de internet. Do direito à caça, mas também de uma aposentadoria. E essa exposição traz um pouco dessa cultura de antes até os dias de hoje”. Neste sentido, Suzana afirma que a necessidade do Estado é de fazer o tombamento deste patrimônio indígena, tanto dos bens materiais como imateriais. “Para preservamos a cultura, os rituais, os territórios, entre outros”, completa.

A responsável pelo Instituto Memória, Ísis Catarina, destacou que a continuidade das ações culturais da Assembleia Legislativa foi um pedido do atual presidente, deputado Guilherme Maluf (PSDB). “É claro que não poderíamos deixar de comemorar e lembrar essa data, refletindo como estão nossos índios nos dias de hoje. Agradecemos a parceria com o Museu de Pré-História, que contribuiu com a exposição a partir de artefatos e artesanatos. E também ao o trabalho do nosso colega Vilson de Jesus, que conseguiu captar a essência e momentos ímpares vividos por esse povo”, destaca Ísis Catarina.

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