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Peso do elefante influencia menos do que o do gado, afirma representante do santuário que será construído em Chapada

Da Redação - Isabela Mercuri

11 Set 2015 - 17:17

Foto: Reprodução / Ilustração

Peso do elefante influencia menos do que o do gado, afirma representante do santuário que será construído em Chapada
Anunciado no mês de junho, o primeiro santuário de elefantes da América Latina, que deve ser construído em Chapada dos Guimarães, está em processe de licenciamento pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).

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Para que o processo avance, são necessários estudos sobre o impacto que ele teria no meio ambiente, na saúde dos animais e também na cidade de Chapada (65,5km de Cuiabá). Para isso, uma vistoria foi realizada durante esta semana na área destinada à instalação.

O Santuário ficaria numa fazenda a 40 km do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, perto do Rio da Casca. A área tem 1.100 hectares e foi comprada pela ONG Santuário de Elefantes Brasil para abrigar elefantes que estejam em condição de risco em zoológicos e circos.

De acordo com a médica veterinária da Sema, Danny Morais, a vistoria corresponde a uma das partes da autorização prévia e licença prévia de instalação do santuário. Foram analisados também os exames e a ficha médica dos elefantes que já estão previstos vir para Mato Grosso: “Já estamos com os documentos do projeto protocolado na Sema, como é algo muito novo, não sabemos ainda quanto tempo vai levar. Tudo depende dos próximos passos do licenciamento”.

Junia, representante da entidade do Santuário no Brasil, explica que o estado foi escolhido por causa das condições climáticas adequadas para os animais, e pelos menores custos. O prazo médio para a construção do santuário seria de cinco anos.

Para subsidiar os possíveis impactos ambientais do projeto, Junia cita o exemplo bem sucedido do santuário do Tennessee, nos Estados Unidos, onde a área que foi construída o santuário era de plantação de eucalipto, que estava degradada, mas com a presença dos elefantes ficou mais verdejante e recuperada.

Além disso, a representante mostrou aos técnicos da Sema um estudo apontando que apesar dos elefantes pesarem cerca de 3 toneladas, eles têm uma pata almofadada, diferente da vaca, que embora pese uma média de 550 kg ou meia tonelada, possui casco. “Com o impacto da pata menos seca, a pressão do solo vai ser menor do que a pressão que provocaria uma vaca”.

De acordo com a ONG, existem cinco mil elefantes em situação de risco no mundo, 50 deles estão na América do Sul. Desses, três viriam de imediato para Mato Grosso. Não há possibilidade da soltura desses animais na natureza, já que isso seria um perigo principalmente para a vida dos elefantes.

Além disso, o projeto empregaria diretamente 45 pessoas. Como não vai ser possível visitar o Santuário, a ONG vai instalar um local de visitação no centro da cidade onde a população e os visitantes poderão ter acesso a fotos e histórias dos elefantes.

De acordo com a Assessoria da Sema, lá também haverá um museu científico que vai disponibilizar passeios e palestras sobre os animais, fortalecendo o turismo da região.

Estes e outros temas foram esclarecidos na última quarta-feira (9) em uma audiência pública para empresários, políticos, jornalistas da região e representantes da Sema.

13 comentários

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  • Junia Machado
    14 Set 2015 às 14:01

    Convidamos a todos a visitarem nossa página de perguntas e respostas frequentes, para aprenderem sobre os detalhes de nossos esforços. Em resumo, o projeto manejará um pequeno grupo de elefantes em uma antiga fazenda de 1100 ha, permitindo que se recuperem dos traumas que lhes foram causados pelo cativeiro. A grande maioria dos elefantes em cativeiro é da espécie asiática, não africana, e todos foram capturados quando bebês em seus habitats naturais e trazidos para nosso continente, para viver toda a sua vida em condições que lhes causam extremo sofrimento físico e mental, na maior parte das vezes, sozinhos. Infelizmente, não há como retornarem para seus habitats, seja na África ou na Ásia. Em nosso website há também textos científicos, para os interessados em aprender um pouco mais sobre esses seres tão sociáveis, inteligentes e complexos. Nossa equipe conta com a Dra. Joyce Poole, etóloga e uma das maiores especialistas do mundo em elefantes e cofundadora da ElephantVoices, e com Scott Blais, fundador do renomado Santuário de Elefantes do Tennessee, uma das organizações sem fins lucrativos mais admiradas nos Estados Unidos. Sobre a visitação, ela não é permitida por lei, por se tratar de um mantenedouro, além disso serão poucos elefantes para o tamanho da área, o que já tornaria sua visualização bastante difícil e, finalmente, esses elefantes precisam de sossego para se recuperarem. Mas faz parte do projeto um futuro centro de visitantes na cidade de Chapada dos Guimarães, para servir como centro de referência científica em elefantes, onde estudantes e interessados poderão aprender através de exposições, palestras e workshops e visualizá-los através do sistema de câmeras. O modo como tratamos os outros seres vivos de nosso planeta, humanos e não humanos, tem sido uma crescente preocupação da sociedade deste século e esperamos que o projeto contribua ainda mais com o aumento dessa conscientização, inspirando a criação de muitos outros que beneficiem o planeta de diversas formas. Obrigada. http://santuariodeelefantes.org.br/f-a-q/

  • Nelson
    13 Set 2015 às 12:33

    Idiotice sem tamanho. Aqui não é o habitat deles.

  • Umberto Magalhães
    13 Set 2015 às 09:58

    Qual o nosso conhecimento sobre elefantes? O meu é quase nada, mas se baseando na lógica, creio que o extremismo não ajuda em nada também. Moderação é um bom remédio. Para os que acham que isso será o caos, pergunto: tem fundamentação? A quantos anos temos elefantes no Brasil, vivendo em circos e zoológicos? alguma doença, praga ou algo do tipo já foi detectado e trouxe problemas para nós? pode ser que sim, mas nunca fiquei sabendo e gostaria de ter base para poder me convencer do perigo. O outro extremo é o santuário não estar aberto a visitas. Uma boa explicação justificando isto seria bem vinda. Pois ao meu ver estes elefantes que viveram por tanto tempo em circos estão mais que acostumados com a presença humana e qua mal faria a eles podermos visita-los e levar nosso filhos para vê-los? Nem que se pague uma entrada para isso, que ajude na manutenção do santuário.

  • Biólogo Lélio Perluigi
    13 Set 2015 às 09:38

    Em anos passados, no Paraná, tentaram fazer irresponsabilidade parecida com leões e ursos, mas o IBAMA e os órgãos ambientais locais não permitiram. Quem encabeça esse tipo de golpe, está procurando uma sinecura para assaltar os cofres públicos.

  • AMADO DE OLIVEIRA FILHO
    13 Set 2015 às 08:23

    Porque não implantar este "Santuário" em um pais africano?

  • Léo Venzo
    12 Set 2015 às 23:57

    Não estamos conseguindo cuidar da nossa fauna e flora direito e ainda aparecem essas pessoas, que não se sabe nem da onde vem, querendo empurrar um PROBLEMÃO desse pra Mato Grosso. Quem trouxe esses elefantes da África que os levem de volta.

  • Jandira Maria Pedrollo
    12 Set 2015 às 22:03

    Será que esses animais sobreviveriam a época de seca? O que aconteceria com esses animais caso haja incêndio na mata? Não teria perigo de rebentarem as "cercas" e fugir? Por que não os mesmos cuidados com a nossa fauna? Que necessidade haveria da construção/implantação de um museu dedicado aos elefantes na Chapada? A história da estátua do Buda não deu certo e resolveram trazer elefantes cinzas para a Chapada? Por favor, alguém pode me explicar, estou ficando a cada dia mais confusa com as barbaridades que inventam de fazer em nosso belíssimo ambiente

  • ROMILDO GONÇALVES
    12 Set 2015 às 12:38

    PORQUE AQUI? A MAIOR ABERRAÇÃO, O MAIOR CRIME AMBIENTAL, ALGO SUI GENERIS, FORAM DE CONTEXTO, FALTA DE VISÃO, DE RESPEITO A FAUNA NATIVA, AUTÓCTONE, ENDÊMICA DO ESTADO E REGIÃO, ESTARÁ PRESTE A SER COMETIDO NO ESTADO SE O GOVERNO VIA SEMA PERMITIR A ENTRADA DE ESPÉCIE EXÓTICA QUE NADA TEM HAVER COM O AMBIENTE E COM AS CONDIÇÕES DE INTEMPÉRIES LOCAIS E REGIONAI. SERÁ LITERALMENTE UM DESASTRE AMBIENTAL PREVISÍVEL E EVITÁVEL PARA MATO GROSSO, DEUS QUEIRA QUE TAL HECATOMBE NÃO VENHA ACONTECER, FALO COMO BIÓLOGO, E PESQUISADOR AMBIENTAL A MAIS DE TRÊS DÉCADAS, SE POR VENTURA A SITUAÇÃO FOR CONFIRMADA SERÁ O MAIOR DESSERVIÇO JÁ PRATICADO POR UMA INSTITUIÇÃO AMBIENTAL NO PAÍS. NOVAS ZOONOZES VIRÃO, DESTRUIÇÃO DE IMPORTANTES NASCENTES DE RIOS, CÓRREGOS... AÇÃO DIRETA SOBRE OS RECURSOS FOLRISTICOS, FAUNISTICOS, HIDRICOS E HUMANOS POR QUE SEGURAMENTE AFETARIA A CAPITAL MATO-GROSSENSE NA SUA PLENITUDE. COMO SE SABE NA ÚLTIMA DÉCADA A SEMA POUCO OU QUASE NADA FEZ PELO MEIO AMBIENTE MATO-GROSSENSE E PERPETUAÇÃO DA VIDA NO ESTADO, IMAGINE AGORA COM ESSA PENDENGA A MAIS SERIA O FIM.

  • ROMILDO GONÇALVES
    12 Set 2015 às 09:51

    PORQUE AQUI? A MAIOR ABERRAÇÃO, O MAIOR CRIME AMBIENTAL, ALGO SUI GENERIS, FORAM DE CONTEXTO, FALTA DE VISÃO, DE RESPEITO A FAUNA NATIVA, AUTÓCTONE, ENDÊMICA DO ESTADO E REGIÃO, ESTARÁ PRESTE A SER COMETIDO NO ESTADO SE O GOVERNO VIA SEMA PERMITIR A ENTRADA DE ESPÉCIE EXÓTICA QUE NADA TEM HAVER COM O AMBIENTE E COM AS CONDIÇÕES DE INTEMPÉRIES LOCAIS E REGIONAI. SERÁ LITERALMENTE UM DESASTRE AMBIENTAL PREVISÍVEL E EVITÁVEL PARA MATO GROSSO, DEUS QUEIRA QUE TAL HECATOMBE NÃO VENHA ACONTECER, FALO COMO BIÓLOGO, E PESQUISADOR AMBIENTAL A MAIS DE TRÊS DÉCADAS, SE POR VENTURA A SITUAÇÃO FOR CONFIRMADA SERÁ O MAIOR DESSERVIÇO JÁ PRATICADO POR UMA INSTITUIÇÃO AMBIENTAL NO PAÍS. NOVAS ZOONOZES VIRÃO, DESTRUIÇÃO DE IMPORTANTES NASCENTES DE RIOS, CÓRREGOS... AÇÃO DIRETA SOBRE OS RECURSOS FOLRISTICOS, FAUNISTICOS, HIDRICOS E HUMANOS POR SEGURAMENTE AFETARIA A CAPITAL MATO-GROSSENSE NA PLENITUDE. COMO SE SABE NA ÚLTIMA DÉCADA A SEMA POUCO OU QUASE NADA FEZ PELO MEIO AMBIENTE E PELA PERPETUAÇÃO DA VIDA NO ESTADO, IMAGINE AGORA COM PENDENGA SERIA O FIM.

  • valdiney mendes
    11 Set 2015 às 23:30

    Mas um cassa níquel

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